Blog do Walison - Em Tempo Real

Caminhão carregado com mercadorias pega fogo na BR-222 em Santa Inês

Um caminhão carregado com mercadorias como peças de veículos, vidros e outros materiais pegou fogo na manhã desta sexta-feira (23), na BR-222, nas proximidades do povoado Barros Filho, em Santa Inês, a 249 km de São Luís. Ninguém ficou ferido.

O veículo seguia no sentido da cidade de Santa Luzia para Santa Inês quando o motorista percebeu fumaça saindo da carroceria. Ele parou o caminhão em uma área próxima à rodovia, e moradores da região tentaram ajudar a conter as chamas usando baldes de água.

O motorista também tentou apagar o fogo, mas as chamas se espalharam pela carroceria e atingiram a cabine do veículo.

Os materiais que o veículo transportava seriam distribuídos em estabelecimentos comerciais de Santa Inês. A carga foi destruída, e o veículo teve perda total.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e esteve no local, mas, quando a equipe chegou, o fogo já havia destruído o caminhão. As causa do incêndio serão investigadas. Fonte: G1-MA

Morte de 5 macacos-prego em Pastos Bons é investigada por suspeita de febre amarela e raiva

A morte de cinco macacos-prego no município de Pastos Bons, no interior do Maranhão, está sendo investigada por equipes de saúde e meio ambiente. Entre as hipóteses analisadas estão a febre amarela, a raiva e possíveis causas ambientais. Amostras dos animais foram encaminhadas ao Laboratório Central de Saúde Pública do Maranhão (Lacen-MA).

Os primeiros macacos foram encontrados por moradores de um povoado na zona rural do município, no domingo (18). Na segunda-feira (19), outros dois animais morreram. O quinto macaco chegou a ser resgatado com sinais de debilidade, mas não resistiu.

Após ser informada sobre o caso, a Prefeitura de Pastos Bons enviou equipes das áreas de saúde e meio ambiente ao local para recolher amostras e iniciar a investigação.

Uma das primeiras suspeitas era de que os animais tivessem morrido após sofrer descargas elétricas da rede de energia que passa próximo à área de mata onde foram encontrados. No entanto, os exames externos não conseguiram comprovar essa possibilidade.

Diante da suspeita de doenças infecciosas, amostras de órgãos internos dos macacos foram encaminhadas ao Lacen-MA. Os exames devem ajudar a identificar se as mortes estão relacionadas à febre amarela, à raiva ou a outras causas.

Mortes de macacos podem indicar circulação da febre amarela

 

Segundo o infectologista Daniel Wagner, os macacos são considerados sentinelas da febre amarela, porque podem adoecer e morrer antes mesmo da identificação de casos da doença em humanos.

Por isso, a morte de vários animais em uma mesma região é considerada um sinal de alerta e precisa ser investigada pelas autoridades de saúde.

“Os macacos, na verdade, são as sentinelas da febre amarela. Eles podem adoecer e morrer antes mesmo de identificarmos os casos humanos. Por isso, a febre amarela é uma das principais hipóteses infecciosas que precisam ser investigadas no cenário de Pastos Bons. A raiva também deve ser considerada, mas a morte de vários macacos ao mesmo tempo, nesse período, não é um padrão característico da doença. Outras causas ambientais também precisam ser investigadas”, explicou o infectologista.

A causa das mortes ainda não foi confirmada e depende dos resultados das análises laboratoriais. Fonte: G1-MA

Moraes determina bloqueio de até R$ 6 bilhões do advogado Willer Tomaz

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (23) o bloqueio de até R$ 6 bilhões do advogado Willer Tomaz. O ministro também ordenou quebra dos sigilos bancário, fiscal e cambial, além da suspensão dos passaportes e a paralisação das atividades econômicas, financeiras e empresariais de todas as empresas do advogado. 

Willer é investigado pela Polícia Federal (PF) por suspeitas de lavagem de dinheiro relacionado a negócios envolvendo bets. O valor bloqueado se refere a bens móveis, imóveis, aviões e barcos.

As medidas foram tomadas pelo ministro após a PF descobrir que Willer Tomaz viajou para Miami, nos Estados Unidos, após ser alvo, em agosto, de busca e apreensão na Operação Sem Desconto, que investiga descontos indevidos nas aposentadorias e beneficiários do INSS.

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o Banco Central, e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) serão comunicados sobre a decisão para efetuarem os bloqueios determinados. Com a ordem de quebra de sigilo, as instituições bancárias deverão fornecer todos os dados bancários de Willer Tomaz, incluindo a Alcazar Holdings, sediada na Ilha da Madeira, em Portugal.

O advogado ficou conhecido nos últimos meses no contexto da campanha eleitoral por ter uma relação de amizade com o candidato Flávio Bolsonaro (PL). Em entrevistas, o candidato disse que mantém apenas relações pessoais com Willer Tomaz e negou ter relações comerciais com o advogado.

A Agência Brasil busca contato com a defesa do advogado. O espaço está aberto para manifestação. Fonte: Agência Brasil

Caso Ana Clara: ativistas protestam no TSE contra decisão de Mendonça

Cerca de 100 pessoas protestaram nesta sexta-feira (23) em Brasília contra decisão do ministro André Mendonça de suspender o impulsionamento pago de vídeo (de 2 minutos e 28 segundos) sobre o caso da menina Ana Clara em plataformas digitais. Ele atendeu a uma solicitação do candidato Flávio Bolsonaro. 

O ato ocorreu em frente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), instituição que tem Mendonça como vice-presidente. O ministro decidiu ainda que a campanha deveria se abster de contratar novos impulsionamentos da gravação, sob pena de multa de R$ 10 mil para cada alavancagem.

Ana Clara, de 5 anos, morreu, em 2021, em uma comunidade em Niterói, no Rio de Janeiro, atingida por tiro de fuzil disparado por um soldado da PM. O vídeo divulgado pela campanha de Lula expõe que, durante o mandato, o senador Flávio Bolsonaro defendeu o acusado.

Em debate na TV Band, ao ser perguntado sobre o caso, Bolsonaro disse que o exercício da advocacia não poderia ser criminalizado e, nem o acusado, condenado antes do julgamento.

Crítica

De acordo com a presidente da União Brasileira de Mulheres (UBM), Maria das Neves Filha, a decisão do ministro configura “censura”. 

“Devemos denunciar essa censura flagrante à nossa democracia. Vamos tomar as medidas cabíveis para fazer com que a justiça prevaleça nesse caso.”

Ela lamentou o fato de a decisão ter sido proferida no último dia útil antes da votação. “É por isso que estamos na rua hoje.”

Justificativa

Na decisão de André Mendonça justificou que não se identifica, no material, conteúdo promocional autônomo da candidatura de Lula, e sim críticas apenas. “A mensagem publicitária dirige-se essencialmente à crítica e à desqualificação do candidato adversário.”

Outra observação do ministro é que o fato de que o vídeo trazer o depoimento da mãe da menina Ana Clara, Cristiane Gomes da Silva, não garantiria autorização de uso do material.

“A circunstância de o material reproduzir manifestações proferidas em debate eleitoral e depoimento de familiar da vítima não afasta, por si só, a irregularidade do impulsionamento remunerado.” Fonte: Agência Brasil

Desmatamento em áreas protegidas da Amazônia e do Cerrado tem queda

O desmatamento em áreas protegidas por unidades de conservação (UC) na Amazônia Legal chegou ao menor nível em 2026, em relação à contagem que começou em 2008. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (23) pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

Os dados também revelam queda do desmatamento nas unidades federais no bioma Cerrado.

A análise que constatou o menor nível de desmatamento considerou dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que faz a verificação por meio de satélite.

Na Amazônia, foram registrados 111 quilômetros quadrados (km²) de desmatamento, 17% a menos que em 2025, quando o total foi de 134 km² de floresta derrubada. Em comparação com 2021, ano do pico de desmatamento da série histórica (618 km²), a redução foi de 82%, segundo os dados do INPE.

A queda do desmatamento nas unidades converge com a redução da derrubada de árvores em toda a Amazônia Legal. De acordo com o ICMBio, reflete ações de fiscalização e de proteção ambiental nas áreas mais pressionadas, apesar de 3% do corte ilegal ainda ocorrer em locais protegidos.

Concentram o desmatamento as Florestas Nacionais de Altamira e Jamanxim, no Pará, a Área de Proteção Ambiental do Tapajós, no Amazonas, e a reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre, além do Parque Nacional do Juruena, entre Mato Grosso e Amazonas. Ao todo, a Amazônia Legal tem 150 UCs que cobrem 64 milhões de hectares.

Segundo o presidente do ICMBio, Mauro Pires, o resultado da série demonstra a importância das unidades de conservação para a proteção da biodiversidade, assim como para a segurança das pessoas que vivem nesses locais.

“Nosso país tem, nessas unidades, um polo de proteção da vida”, afirmou, em posicionamento enviado à imprensa. “[A redução] significa também que ativos econômicos e o nosso patrimônio estão resguardados para as próximas gerações”.

A Amazônia Legal é uma região geográfica que corresponde a 60% do país, composta pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Roraima. Na região, vivem povos indígenas e populações tradicionais.

Cerrado

O desmatamento dentro de áreas protegidas do cerrado também caiu em 2026, mas em ritmo menor. A queda foi de 8%, em relação ao ano de 2025. O INPE identificou 47 km² derrubados, de uma área de 6,25 milhões de hectares em 29 unidades de conservação.

A área desmatada corresponde a 0,9% do total desmatado em todo o bioma, no ano. Ao todo o cerrado perdeu 5,5 mil km² de floresta, montante 23% menor que o desmatamento em 2025.

As cinco unidades do cerrado que mais perderam florestas foram as Áreas de Proteção Ambiental Nascentes do Rio Vermelho, em Goiás, do Planalto Central, próxima ao Parque Nacional de Brasília, e a do Delta do Parnaíba. Juntas, essas unidades concentram 70% do desmatamento no bioma. Fonte: Agência Brasil

Meta diz ao TSE que Exército do Lula não viola políticas da plataforma

A Meta afirmou nesta sexta-feira (23) ao Tribunal Superior Eleitoral (STE) que não encontrou irregularidades no funcionamento do canal Exército do Lula, criado no WhatsApp para postagens de apoio ao candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A manifestação da empresa, que opera as plataformas WhatsApp, Instagram e Facebook, foi solicitada pelo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, que determinou um pente-fino no canal após pedido do candidato Flávio Bolsonaro (PL).

De acordo com a Meta, a análise técnica constatou que não há violações às políticas da empresa.

“A análise do canal à luz das diretrizes de canais consta da declaração técnica anexa que constatou que não há violação das políticas, detalhando as políticas e metodologia para detecção de conteúdo violador”, afirmou a plataforma.

A campanha de Flávio alega que há indícios de que as redes operadas pela Meta não estariam cumprindo o plano de conformidade entregue ao TSE para garantir a integridade do processo eleitoral.

Entenda

Mais cedo, o ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, decidiu que o canal Exército do Lula não poderá ser suspenso ou restringido novamente por decisões individuais de membros da Corte.

No dia 11 deste mês, Kassio Nunes Marques suspendeu o canal. Ele atendeu ao pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), sob o argumento de que houve replicação de conteúdos que já foram considerados inverídicos pelo tribunal.

Em seguida, o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Vilas Bôas Cuêva, derrubou a suspensão e disse que a liminar foi protocolada na presidência do TSE após 41 minutos de sua decisão que havia rejeitado a suspensão do canal.

Posteriormente, Kassio Nunes Marques liberou o canal, após ser registrado oficialmente no TSE. Fonte: Agência Brasil

Secretário de Segurança de cidade do MA que defendeu prisão de petistas diz que falas eram ‘brincadeiras’

O sargento da Polícia Militar James Mota, afastado do cargo de secretário de Segurança de Barra do Corda, no Maranhão, afirmou que os áudios em que defende a prisão de apoiadores do Partido dos Trabalhadores (PT) foram gravados em um grupo fechado de policiais militares, onde, segundo ele, eram comuns “brincadeiras” e provocações políticas.

A declaração foi feita em nota de esclarecimento divulgada nesta sexta-feira (23), após a repercussão do caso, que resultou no afastamento de James do cargo de secretário e levou o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) a acionar a Polícia Federal (PF).

Segundo James Mota, o grupo reúne policiais com diferentes posicionamentos políticos, inclusive eleitores do PT, e as provocações aconteciam de forma recíproca. Ele afirmou que também era alvo de brincadeiras e apelidos por apoiar o ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Da mesma maneira que, em determinadas conversas, utilizei expressões mais fortes, também era alvo de brincadeiras, apelidos e comentários por conta da minha posição política e por votar em Bolsonaro. Essa era a dinâmica de interação entre os integrantes, que faziam provocações uns aos outros, sem que isso representasse, necessariamente, uma intenção real de ofender ou desrespeitar”, afirmou.

 

O sargento reconheceu ter utilizado expressões fortes, como “ladrões”, mas negou que tivesse a intenção de ofender todos os eleitores de um partido. Segundo ele, os áudios foram divulgados isoladamente, sem o contexto das conversas. “Essas brincadeiras e provocações políticas aconteciam de forma recíproca dentro do grupo”, declarou.

Na nota, o sargento afirmou que as referências a compra de votos, boca de urna, fiscais e delegados estavam relacionadas à preocupação com a lisura do processo eleitoral. Segundo ele, a intenção era incentivar policiais militares da reserva e aposentados a contribuir com a fiscalização das eleições, independentemente de partido ou candidato.

James Mota também negou que tenha utilizado ou que utilizaria o cargo público ou sua condição de policial militar para favorecer ou prejudicar qualquer grupo político.

“Jamais utilizaria o cargo que ocupo no município ou minha condição de policial militar para beneficiar ou prejudicar qualquer lado político. Todos conhecem minha postura como secretário e sabem do compromisso que tenho com minhas responsabilidades. Jamais permitiria que preferências políticas interferissem no exercício da minha função pública, que exige responsabilidade, equilíbrio e respeito à lei”, afirmou.

O sargento declarou ainda que a divulgação dos áudios fora do contexto pode transmitir uma impressão diferente da dinâmica de convivência no grupo. Ele reafirmou seu compromisso com a imparcialidade, a legalidade e o respeito à democracia (veja, ao final da matéria, a nota de James Mota na íntegra).Fonte: G1-MA

Jovem de 21 anos é morto a tiros após tentar fugir de grupo armado em Timon, no MA

Um jovem de 21 anos foi morto a tiros após tentar fugir de um grupo de homens armados e encapuzados, na madrugada desta sexta-feira (23), no bairro Cidade Nova, em Timon, a cerca de 430 km de São Luís. A vítima foi identificado como Dogilvan Martins Santos Júnior.

Segundo informações do 47º Batalhão da Polícia Militar, pelo menos cinco homens armados chegaram às proximidades de um estabelecimento comercial e passaram a agredir as pessoas que estavam no local, inclusive com coronhadas.

Câmeras de segurança registraram parte da ação. As imagens mostram o momento em que os suspeitos rendem as vítimas e obrigam algumas delas a deitar no chão. Uma das pessoas também aparece sendo arrastada pelos criminosos.

Durante a ação, Dogilvan tentou fugir, mas foi atingido por disparos de arma de fogo em uma rua próxima. O jovem morreu no local. De acordo com a Polícia Militar, ele não tinha registros criminais anteriores nos sistemas consultados.

As outras vítimas foram levadas pelos suspeitos para a região do Parque Aliança, também em Timon, onde sofreram novas agressões físicas. Elas foram liberadas posteriormente.

A Polícia Militar suspeita que o ataque tenha relação com a disputa entre facções criminosas pelo controle da região. A motivação, no entanto, ainda não foi confirmada.

Até a última atualização desta reportagem, ninguém havia sido preso. A Polícia Civil investiga o caso para identificar os responsáveis e esclarecer as circunstâncias do crime. Fonte: G1-MA

Homem condenado a 8 anos por sequestro ligado a dívida de drogas é preso em Timon, no MA

Um homem de 62 anos, condenado a oito anos de prisão por envolvimento em um sequestro motivado por uma dívida de drogas, foi preso nesta quinta-feira (22), no bairro Miguel Arraes, em Timon, no leste do Maranhão. Segundo a Polícia Civil, o crime aconteceu em 2016 e envolveu a cobrança de R$ 2 mil.

De acordo com a polícia, uma mulher havia contraído a dívida com um traficante pela compra de drogas. O traficante era genro do homem preso nesta quinta-feira. Durante a cobrança, a vítima foi obrigada a entrar em um carro para forçar o pagamento.

A irmã da vítima acionou a Polícia Militar, que conseguiu interceptar o veículo, libertar a pessoa sequestrada e prender os três envolvidos.

Após o crime, os três permaneceram presos por alguns meses, mas conseguiram liberdade provisória e passaram a responder ao processo em liberdade. Anos depois, foram condenados a oito anos de prisão, em regime fechado.

Segundo a Polícia Civil, o traficante foi morto em 2022, enquanto o terceiro condenado já cumpriu toda a pena. O homem preso nesta quinta-feira (22), era o único que ainda precisava cumprir o restante da condenação.

A prisão foi realizada por policiais da Divisão de Inteligência e Captura (Dicap), da 18ª Delegacia Regional de Timon. Fonte: g1-MA

Procon interdita mais uma empresa suspeita de aplicar golpes de falso consórcio em São Luís

Uma empresa suspeita de aplicar golpes de falso consórcio em São Luís foi interditada pelo Instituto de Promoção e Defesa do Cidadão e Consumidor do Maranhão (Procon-MA), após denúncias de consumidores que relataram prejuízos financeiros. Durante a fiscalização, o estabelecimento não apresentou documentos que comprovassem a regularidade das atividades.

Segundo o órgão, após a divulgação da interdição de outra empresa suspeita de praticar o mesmo golpe, diversos consumidores procuraram o Procon para registrar denúncias. Diante das reclamações, o instituto intensificou as fiscalizações para identificar outros estabelecimentos suspeitos de envolvimento na prática.

De acordo com o diretor de fiscalização do Procon-MA, Antônio José Manguinha, as empresas investigadas não apresentaram documentos que comprovassem a formalização de contratos com administradoras de consórcios. Ele explicou que essas administradoras precisam de autorização do Banco Central para atuar no setor.

Além disso, os profissionais que se apresentam como representantes comerciais devem possuir registro no Conselho Regional dos Representantes Comerciais (Core), quando exigido para o exercício da atividade.

Como funcionava o suposto golpe

 

Segundo Antônio José Manguinha, os consumidores eram atraídos por anúncios de produtos divulgados em plataformas como OLX, Facebook Marketplace e outras redes sociais. As publicações apresentavam ofertas de bens de valor significativo, acompanhadas de promessas de financiamento.

O diretor explicou que, conforme as investigações, o estabelecimento costuma atuar com três grupos de pessoas: jovens, geralmente entre 18 e 20 anos, responsáveis pelo primeiro contato com os clientes; uma pessoa vinculada ao CNPJ da empresa, responsável pela formalização dos contratos; e o proprietário do negócio, que, segundo ele, não costuma se apresentar durante as fiscalizações.

“Então, eles trabalham nessas três cadeias. Através dessas denúncias e reclamações e da nossa investigação relacionada a isso, nós conseguimos chegar às primeiras empresas que fechamos. Com as divulgações nas redes sociais, os consumidores abrem reclamações no Procon”, explicou.

Fiscalizações continuam

 

O Procon-MA informou que as fiscalizações continuam para apurar novas denúncias e evitar que outros consumidores sejam prejudicados.

Segundo o órgão, algumas vítimas já conseguiram recuperar integralmente os valores pagos, enquanto outros casos ainda estão sendo analisados para possibilitar o ressarcimento dos consumidores.

Outra empresa também foi interditada no dia 7 de outubro deste mês, em São Luís, por suspeita de aplicar o golpe do falso consórcio. Segundo as investigações, a Banvel Inter Mais Soluções atraía consumidores por meio de anúncios de veículos na internet, oferecendo supostos financiamentos e prometendo a entrega dos automóveis em poucos dias.

No entanto, após o pagamento da entrada, os clientes descobriam que haviam contratado um serviço de intermediação de consórcio. O estabelecimento, localizado no bairro Monte Castelo, foi interditado, e pessoas ligadas à empresa foram encaminhadas à Delegacia do Consumidor. Até a última atualização, nenhuma prisão havia sido confirmada.

As denúncias podem ser feitas pelos telefones (98) 3261-5100 e 151. Fonte: G1-MA