Blog do Walison - Em Tempo Real

PF apreende cerca de R$ 500 mil em operação no MA que investiga contratos na área da educação

A Polícia Federal apreendeu cerca de R$ 500 mil em espécie durante uma operação realizada no Maranhão, que investiga contratos administrativos na área da educação. A ação ocorreu na segunda-feira (12) e contou com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU).

Segundo a PF, o dinheiro havia sido sacado em uma agência da Caixa Econômica Federal. Os valores eram transportados por pessoas acompanhadas por seguranças particulares, que foram conduzidas à sede da Polícia Federal para prestar esclarecimentos e, em seguida, liberadas.

A investigação apura contratos firmados entre os anos de 2022 e 2026 por uma empresa que, segundo a Polícia Federal, apresenta aparente falta de capacidade operacional. Os acordos foram celebrados com diversos entes públicos ligados ao setor educacional no Maranhão.

De acordo com a PF, os contratos sob investigação chegam a aproximadamente R$ 34 milhões. O foco da apuração é identificar possíveis irregularidades na execução dos serviços e eventual ligação dos recursos com práticas ilícitas.

Entre os pontos investigados estão:

 

  • origem do dinheiro apreendido;
  • destino do numerário;
  • possíveis fraudes em contratos públicos;
  • relação dos valores com empresas investigadas.
  • dinheiro foi apreendido durante abordagem

 

A apreensão ocorreu durante uma abordagem realizada pela Polícia Federal, após monitoramento ligado às investigações em andamento. O dinheiro foi recolhido para análise pericial e financeira.

A PF informou que as investigações continuam para identificar os responsáveis pelos contratos investigados e esclarecer a movimentação financeira relacionada ao caso.

Operação teve apoio da CGU

 

A Controladoria-Geral da União participa da investigação para auxiliar na análise dos contratos administrativos firmados na área educacional. A apuração busca verificar possíveis inconsistências na contratação da empresa investigada e no uso de recursos públicos.

Até o momento, a Polícia Federal não divulgou os nomes dos investigados. Fonte: G1-MA

Orleans Brandão promove diálogo popular em Estreito

Em continuidade à agenda de diálogos com a população maranhense, o pré-candidato ao Governo do Estado, Orleans Brandão, esteve no município de Estreito, nesta terça-feira (12), durante os atos comemorativos pelo aniversário de 44 anos da cidade. Acompanhado pelo prefeito Léo Cunha, ele cumpriu uma série de compromissos voltados à escuta das demandas locais, visita a obras e ao fortalecimento de apoios ao seu projeto político por parte das lideranças da região.

A agenda incluiu visitas a importantes investimentos em infraestrutura esportiva e urbana promovidos pelo Governo do Estado na cidade, como a Areninha Esportiva e as obras de revitalização da Orla de Estreito. Visitou também a área onde será construído o novo hospital municipal, que contará com 10 leitos de UTI.

Na ocasião, ele parabenizou os estreitenses, agradeceu a acolhida calorosa e reforçou o compromisso com a melhoria das condições de vida da população, destacando a importância do município para o crescimento do Maranhão, especialmente por sua localização privilegiada para logística, presença de indústrias e pelo comércio pujante.

“Mas a maior riqueza desta terra são as pessoas, gente trabalhadora que muito contribui para o desenvolvimento do município e do nosso estado. Por isso afirmo que quero seguir trabalhando por essa gente e por essa cidade tão querida, a qual parabenizo por seus 44 anos”, frisou.

Ao destacar os investimentos realizados pelo governo estadual em Estreito, principalmente quando esteve à frente da Secretaria de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão reforçou a importância de iniciativas que unem qualidade de vida e desenvolvimento econômico e social. A Orla de Estreito, localizada na Avenida Beira Rio, é uma dessas iniciativas. Ao visitar as obras de revitalização do espaço, ele destacou o impacto positivo das intervenções que transformam o local em uma área moderna voltada para o lazer, o turismo e a convivência social.

A Areninha Esportiva de Estreito também foi outro ponto visitado por Orleans. O espaço, que será inaugurado no próximo sábado (16), foi projetado para incentivar a prática esportiva e promover o lazer e a convivência comunitária, contando com campo de futebol, pista de caminhada, áreas acessíveis, praça de convivência e sistema de iluminação eficiente para uso noturno.

Além disso, Orleans lembrou que o município acaba de receber o anúncio de construção de um Centro de Hemodiálise, que será inaugurado ainda este ano.

Investimentos

O prefeito de Estreito, Léo Cunha, destacou a parceria e o compromisso de Orleans Brandão com o município, agradecendo pelo empenho na viabilização de importantes investimentos para a cidade.

“Quero começar agradecendo a você, Orleans, uma pessoa por quem tenho respeito e carinho, porque acompanhamos de perto o quanto você lutou por Estreito para trazer benefícios ao nosso município. As obras estão aí para mostrar esse compromisso, e nós somos muito gratos pelo seu empenho. O que estamos vivendo agora na saúde é motivo de grande comemoração: vamos receber um hospital novo, completo, com UTIs, algo que a nossa população sonha há muitos anos e que, em breve, será uma realidade”, disse Léo Cunha.

Participaram ainda da visita o deputado Antônio Pereira, o ex-secretário de Saúde Tiago Fernandes, vereadores municipais e outras lideranças da região.

Blog do Gilberto Léda

Suspeitos de integrar facção criminosa caem de moto durante perseguição e são presos em Apicum-Açu no MA

Um homem apontado como líder de uma facção criminosa e outro suspeito de integrar o grupo foram presos na tarde desta terça-feira (12), após uma perseguição envolvendo motociclistas no município de Apicum-AçuA dupla caiu da moto durante a fuga e foi capturada.

Segundo a Polícia Militar do Maranhão (PMMA), a equipe recebeu informações de que pelo menos oito motocicletas seguiam do povoado Cabeceira em direção a Turirana. Alguns ocupantes estariam encapuzados e em atitude suspeita. Com apoio de policiais de Bacuri, as equipes iniciaram as buscas.

Durante o deslocamento, os policiais encontraram o grupo seguindo no sentido contrário e deram ordem de parada. Os suspeitos desobedeceram e fugiram em alta velocidade.

Ainda de acordo com a polícia, durante a perseguição, o suspeito identificado pelas iniciais J.H., que estava na garupa de uma das motos, foi visto sacando uma arma de fogo. Ao passar por uma estrada vicinal em direção ao porto de Turirana, o condutor perdeu o controle da motocicleta ao se aproximar de uma ponte em obras, e os dois ocupantes caíram em uma vala.

Após a queda, os suspeitos continuaram a fuga a pé e invadiram uma casa. A PMMA informou que J.H. tentou se desfazer da arma, arremessando o objeto no quintal de uma residência vizinha. A arma foi localizada durante as buscas

O outro suspeito também tentou fugir pelos fundos do imóvel, mas foi capturado em seguida. Após consulta, os policiais constataram que havia um mandado de prisão em aberto contra ele, por suspeita de participação em um homicídio.

A motocicleta abandonada durante a fuga também foi verificada e, segundo a PMMA, era clonada. Os dois suspeitos foram presos e encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Cururupu, junto com a arma apreendida e o veículo recuperado.

Maranhão lidera crescimento do varejo no Brasil, aponta IBGE

O comércio varejista do Maranhão registrou crescimento de 3,8% no volume de vendas em março, na comparação com o mês anterior, segundo dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgados nesta terça-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado colocou o estado na liderança nacional entre todas as unidades da federação no período.

O desempenho positivo reflete o avanço da atividade econômica no estado, impulsionado pelo aumento do consumo das famílias e por políticas de transferência de renda voltadas à população em situação de vulnerabilidade.

De acordo com o presidente do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc), Dionatan Carvalho, programas sociais também têm impacto no aquecimento da economia local.

Entre os destaques, ele citou o Programa Maranhão Livre da Fome, que atualmente atende mais de 70 mil famílias, contribuindo para a segurança alimentar e movimentando especialmente o comércio de alimentos.

Na comparação com março de 2025, o varejo maranhense avançou 6,9%, desempenho que garantiu ao estado o terceiro maior crescimento do Nordeste, acima da média nacional, que foi de 4,0%.

Com os resultados do mês, o Maranhão acumula alta de 2,8% no ano e de 2,5% nos últimos 12 meses, ambos acima dos índices registrados no país, de 2,4% e 1,8%, respectivamente.

No comércio varejista ampliado, que inclui segmentos como veículos, motocicletas, peças e materiais de construção, o crescimento foi de 0,1% em relação a fevereiro. Já na comparação anual, a alta chegou a 10,2%, o quarto melhor desempenho do Nordeste e também superior à média nacional, de 6,5%.

Nesse segmento, o estado acumula expansão de 4,4% no ano e de 0,8% nos últimos 12 meses, novamente acima dos números nacionais, que ficaram em 1,9% e 0,2%.

Fonte: CNB

TCE amplia fiscalização sobre Emendas PIX no Maranhão

O Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) anunciou que vai intensificar a fiscalização sobre o uso das chamadas Emendas PIX pelos municípios maranhenses. A medida foi oficializada por meio de uma Ordem de Serviço publicada pela Secretaria de Fiscalização (Sefis) da Corte.

As Emendas PIX são transferências especiais de recursos públicos feitas por parlamentares diretamente para estados e municípios, sem necessidade de convênio. O nome popular surgiu porque o dinheiro é transferido de forma mais rápida e direta, semelhante ao sistema de pagamentos instantâneos.

Segundo o TCE, a fiscalização será realizada pela Liderança de Fiscalização III, setor responsável pela análise dos Portais da Transparência municipais, e deverá começar no prazo de até dez dias.

Fiscalização atende decisão do STF
A ação do TCE-MA segue uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), dentro do julgamento da ADPF 854, que obrigou os Tribunais de Contas de todo o país a acompanhar de forma mais rigorosa a aplicação das emendas parlamentares.

O STF entendeu que os recursos das Emendas PIX precisam obedecer regras claras de:

transparência;
rastreabilidade;
controle dos gastos públicos;
identificação da origem e destino do dinheiro.
Na prática, isso significa que os municípios devem mostrar de forma detalhada:

quem enviou o recurso;
quanto foi recebido;
onde o dinheiro foi aplicado;
quais despesas foram pagas.
Municípios podem sofrer bloqueios em caso de irregularidades
O TCE informou que, caso sejam encontrados indícios de irregularidades, especialmente relacionados à falta de transparência, poderão ser adotadas medidas cautelares.

Entre as possíveis punições estão:

suspensão imediata de pagamentos feitos com recursos das Emendas PIX;
proibição de novos empenhos ligados às despesas consideradas irregulares.
Além disso, as equipes técnicas do tribunal deverão produzir relatórios detalhados apontando as falhas encontradas, provas coletadas e os riscos causados ao uso correto do dinheiro público.

Fonte: CNB

Agente penitenciário é baleado enquanto acompanhava detentos em Porto Franco, no MA

Um agente penitenciário foi baleado na tarde de terça-feira (12) após um ataque a tiros na fábrica de bloquetes da Unidade de Ressocialização de Porto Franco, no sul do Maranhão. O crime aconteceu por volta das 14h, enquanto o servidor acompanhava detentos que trabalhavam no local.

A ação foi registrada por uma câmera de segurança (assista na reportagem acima). Segundo informações preliminares, dois homens chegaram em uma moto e efetuaram disparos. Os tiros quase atingiram os detentos que estavam próximos ao agente.

O agente foi atingido em uma das pernas e socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), sendo levado ao Hospital Municipal de Porto Franco. Após o primeiro atendimento, ele foi transferido para Imperatriz com o apoio de um helicóptero do Centro Tático Aéreo (CTA). Ele passou por cirurgia e segue em recuperação.

Após o ataque, os suspeitos fugiram. A Polícia Militar do Maranhão (PMMA) e a Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) fizeram buscas e prenderam um dos envolvidos horas depois.

O suspeito preso foi identificado como Orleans Borges Nonato Ambrósio. Segundo a polícia, ele tem várias passagens e foi reconhecido por um detento como o piloto da moto usada no ataque.

A Polícia Civil segue em busca do segundo suspeito, apontado como o autor dos disparos, e investiga a motivação do crime.

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informou que presta apoio ao agente. Fonte: G1-MA

Governo promete reverter veto da UE a carnes e animais brasileiros

O governo brasileiro afirmou nesta terça-feira (12) ter recebido “com surpresa” a decisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal destinados ao consumo humano para o bloco europeu a partir de setembro deste ano.

A manifestação foi feita em nota conjunta divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, pelo Ministério da Agricultura e Pecuária e pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

A nota afirma que o Brasil adotará “todas as medidas necessárias” para reverter a decisão e garantir a continuidade das vendas ao mercado europeu.

“O Governo do Brasil tomará prontamente todas as medidas necessárias para reverter essa decisão, voltar à lista de países autorizados e garantir o fluxo de vendas desses produtos para o mercado europeu”, destaca o comunicado.

Reunião marcada

O governo informou que o chefe da delegação brasileira junto à União Europeia já tem uma reunião agendada para esta quarta-feira (13) com autoridades sanitárias europeias.

O objetivo do encontro será buscar esclarecimentos sobre os motivos da exclusão do Brasil da lista de exportadores autorizados.

A decisão da União Europeia foi justificada pelo bloco europeu com base em regras relacionadas ao controle do uso de antimicrobianos na pecuária.

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Exportações mantidas

Segundo o texto, a decisão foi tomada após votação realizada no Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia, responsável por atualizar a lista de países aptos a exportar produtos de origem animal para a União Europeia.

O governo ressaltou que, apesar da decisão, as exportações brasileiras seguem ocorrendo normalmente no momento e que a medida europeia só deve entrar em vigor em 3 de setembro de 2026.

Defesa sanitária

Na nota oficial, o governo brasileiro defendeu a qualidade do sistema sanitário nacional e destacou o histórico das exportações agropecuárias brasileiras.

Segundo o comunicado, o Brasil possui um sistema sanitário “robusto e de qualidade internacional reconhecida” e é atualmente o maior exportador mundial de proteínas de origem animal.

O governo também ressaltou que o país fornece produtos agrícolas ao mercado europeu há cerca de 40 anos.  Fonte: Agência Brasil

Fim da “taxa das blusinhas” preocupa indústria; plataformas apoiam

A decisão do governo federal de zerar o imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecida como “taxa das blusinhas”, provocou reação imediata de entidades da indústria e do varejo e das plataformas de comércio internacional.

A medida foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e passa a valer a partir desta quarta-feira (13), mantendo apenas a cobrança de 20% do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), tributo estadual, sobre as encomendas.

Em nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou que a medida cria uma vantagem para fabricantes estrangeiros em detrimento da produção nacional. Em nota, a entidade declarou que a decisão representa “uma vantagem concedida a indústrias estrangeiras em detrimento do setor produtivo nacional”.

A CNI avalia que o impacto será maior sobre micro e pequenas empresas e poderá provocar perda de empregos.

Em nota, o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV) informou que a revogação amplia a desigualdade tributária entre produtos nacionais e importados. A entidade alertou para o risco de redução nas vendas do varejo brasileiro, sobretudo entre pequenas e médias empresas, diante da concorrência com produtos importados. De acordo com o IDV, a medida pode provocar queda na reposição de estoques, afetar a indústria nacional e levar ao fechamento de fábricas ou transferência de produção para países vizinhos.

Segundo a entidade, após a criação da tributação sobre compras internacionais, o varejo registrou a abertura de 107 mil empregos no primeiro ano, além de aumento de investimentos e produtividade. “O fim do Imposto de Importação na venda cross border acarretará riscos para a economia, cujas consequências poderão comprometer a viabilidade das empresas e o emprego de milhares de trabalhadores”, concluiu o instituto.

A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) classificou a revogação da cobrança como “extremamente equivocada”. Segundo a entidade, a medida amplia a desigualdade tributária entre empresas brasileiras e plataformas internacionais.

“É inadmissível que empresas brasileiras arquem com elevada carga tributária, juros reais altíssimos e custos regulatórios enquanto concorrentes estrangeiros recebem vantagens ainda maiores para acessar o mercado nacional”, afirmou a Abit.

A associação também argumentou que a decisão pode afetar a arrecadação pública. Dados da Receita Federal apontam que, entre janeiro e abril de 2026, o imposto arrecadou R$ 1,78 bilhão, alta de 25% em relação ao mesmo período do ano passado.

A Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex) disse “repudiar com veemência” o fim da tributação. Para a entidade, a medida representa “um grave retrocesso econômico e um ataque direto à indústria, ao varejo nacional e aos 18 milhões de empregos gerados no Brasil” e pode “penalizar as empresas brasileiras, especialmente as micros e pequenas, que produzem, empregam e sustentam a arrecadação do país”.

A entidade defendeu a criação de medidas compensatórias para evitar fechamento de empresas e perda de postos de trabalho.

A Frente Parlamentar Mista em Defesa da Propriedade Intelectual e Combate à Pirataria também criticou a decisão.

“Não existe competitividade quando o empresário brasileiro paga impostos altos e o produto importado entra sem tributação. Isso prejudica empregos, produção nacional e o comércio formal”, declarou o presidente da frente, deputado Júlio Lopes (PP-RJ).

Apoio das plataformas

Na direção oposta, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) comemorou o fim da cobrança.

A entidade, que reúne empresas como Amazon, Alibaba, Shein e 99, afirmou que a tributação era “extremamente regressiva” e reduzia o poder de compra das classes C, D e E.

Segundo a Amobitec, a chamada “taxa das blusinhas” aprofundava a desigualdade social no acesso ao consumo e não cumpriu a promessa de fortalecer a competitividade da indústria nacional.

Fim da cobrança

A cobrança de 20% havia sido criada em 2024 no âmbito do programa Remessa Conforme, voltado a regulamentar compras internacionais em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress.

Para compras acima de US$ 50, segue mantida a tributação de 60%.

No ato de assinatura da MP que acaba com o imposto, o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, explicou que foi possível zerar o imposto após três anos de combate ao contrabando e maior regularização do setor.

*Matéria alterada às 6h44 do dia 13/5 para incluir o posicionamento do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV). Fonte: Agência Brasil

União Europeia veta compra de carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia anunciou nesta terça-feira (12) a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes e produtos de origem animal para o bloco europeu. 

A medida passa a valer em 3 de setembro e foi tomada porque, segundo as autoridades europeias, o Brasil não apresentou garantias suficientes sobre o controle do uso de antimicrobianos na pecuária.

Na prática, isso significa que produtos brasileiros como carne bovina, carne de frango, ovos, mel, peixes e animais vivos destinados à alimentação poderão deixar de entrar no mercado europeu caso o governo brasileiro não consiga atender às exigências sanitárias até a data-limite.

A decisão foi confirmada pela Comissão Europeia e ainda precisa ser formalizada no diário oficial da União Europeia para produzir efeitos legais definitivos.

A União Europeia mantém uma lista de países considerados aptos a exportar produtos de origem animal ao bloco. Para integrar essa relação, cada país precisa comprovar que segue as normas sanitárias europeias.

O Brasil estava autorizado até agora, mas acabou retirado da lista após a revisão das regras ligadas ao uso de antimicrobianos na criação animal.

Outros países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, permaneceram autorizados a exportar normalmente para o bloco europeu.

Entenda substâncias

Antimicrobianos são medicamentos usados para combater microrganismos como bactérias, vírus, fungos e parasitas. Na pecuária, essas substâncias podem servir tanto para tratar doenças quanto para estimular o crescimento dos animais e aumentar a produtividade.

A União Europeia proíbe especialmente o uso de antimicrobianos que também são importantes para tratamentos médicos em humanos. O objetivo é evitar a chamada resistência antimicrobiana, situação em que bactérias passam a resistir aos medicamentos.

Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

O bloco europeu considera que o Brasil ainda não demonstrou de forma suficiente que essas substâncias deixaram de ser usadas ao longo de toda a cadeia produtiva animal destinada à exportação.

Como afeta o Brasil

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

Além da carne bovina, a medida pode afetar exportações de aves, ovos, mel, peixes, equinos e produtos derivados de origem animal.

O problema não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados.

Caminhos possíveis

Em abril, o governo brasileiro publicou uma portaria proibindo parte dos antimicrobianos utilizados como melhoradores de desempenho animal. Mesmo assim, a União Europeia avalia que ainda faltam garantias adicionais.

O Brasil tem dois caminhos para reverter a situação: ampliar as restrições legais aos medicamentos restantes ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam essas substâncias.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Setor reage

Entidades do agronegócio brasileiro afirmaram que trabalham em conjunto com o Ministério da Agricultura para atender às exigências europeias antes da entrada em vigor da medida.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) afirmou que o Brasil continua habilitado a exportar carne bovina ao mercado europeu até setembro e disse que o setor tem sistemas robustos de controle sanitário e rastreabilidade.

Já a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) declarou que o país cumpre as normas internacionais e prestará esclarecimentos técnicos às autoridades europeias.

Representantes do setor de mel também criticaram a decisão. Segundo a Associação Brasileira dos Exportadores de Mel, o Brasil é um dos maiores produtores de mel orgânico do mundo e não haveria justificativa técnica para restrições ao produto.

Pressão europeia

A decisão ocorre poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, tema que enfrenta resistência de agricultores europeus, especialmente na França. Na segunda-feira (11), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) anunciou que o Brasil tinha começado a exportar carnes bovina e de aves ao mercado europeu com alíquota zero, por causa do regime de cotas do acordo.

Apesar disso, a medida sanitária não faz parte diretamente do acordo comercial. As regras sobre antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo.

O comissário europeu para Agricultura, Christophe Hansen, afirmou nesta terça que os produtores europeus seguem regras sanitárias rigorosas e que os produtos importados precisam obedecer aos mesmos padrões.

* com informações da Agência Lusa Fonte: Agência Brasil

Lula assina MP e zera “taxa das blusinhas”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta terça-feira (12), uma Medida Provisória (MP) para acabar com a cobrança de 20% de Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50, apelidada de “taxa das blusinhas”.  

A Medida Provisória deve ser publicada em edição extraordinária do Diário Oficial ainda hoje.

No ato de assinatura oficial, o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, explicou que foi possível zerar o imposto após três anos de combate ao contrabando e maior regularização do setor.

“O contrabando, que era uma marca presente nesse setor, foi eliminado. Agora, o setor regularizado vai poder usufruir dessa isenção sobre esses produtos”, afirmou.

Para o secretário, a decisão vai beneficiar a população de baixa renda que utiliza plataformas para adquirir produtos.

“Não é só blusinha”

A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, destacou que, apesar do apelido, as compras internacionais desse valor são diversificadas, não apenas de roupas.

“Não é só roupa. Há um conjunto de outros bens que são comprados, todos de valor pequeno”, afirmou.

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que zerar as taxas federais dessas compras melhora o perfil da nossa tributação.

“Os números mostram que a maior parte das compras, de fato, é de baixo valor. Está associado ao consumo popular”.

A chamada “taxa das blusinhas” entrou em vigor em agosto de 2024, dentro do programa “Remessa Conforme”, criado para regulamentar o comércio eletrônico internacional.

Na prática, o imposto era cobrado no momento da compra, para aumentar a fiscalização e a redução de fraudes. Fonte: Agência Brasil