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Pix por aproximação deixa de ter teto de R$ 500 a partir desta quinta

O Pix por aproximação passa a ter novas regras a partir desta quinta-feira (1º). O Banco Central (BC) retirou o teto específico de R$ 500 por transação para essa modalidade de pagamento. Com a mudança, o cliente poderá pedir ao banco o aumento ou a redução dos limites aplicados às operações, que continuarão sujeitos às regras de segurança de cada conta.

A alteração foi estabelecida pela Instrução Normativa BCB nº 746, publicada pelo Banco Central em junho. A medida também alcança transações realizadas por Código QR, chaves de acesso e operações iniciadas pela jornada sem redirecionamento (JSR) do Open Finance (mecanismo de compartilhamento de dados entre instituições financeiras).

Na prática, o fim do teto de R$ 500 não significa que o usuário poderá fazer pagamentos de qualquer valor automaticamente. O limite continuará sendo determinado pelas configurações de segurança e pelos valores estabelecidos para cada cliente.

O que muda

Até agora, o Pix por aproximação tinha uma restrição específica: cada transação realizada pela modalidade não poderia ultrapassar R$ 500.

A partir de 1º de outubro:

  • o teto fixo de R$ 500 deixa de existir;
  • o cliente poderá pedir aumento ou redução dos limites;
  • os pagamentos poderão superar R$ 500, desde que estejam dentro dos limites da conta;
  • o banco deverá disponibilizar uma ferramenta de gerenciamento no aplicativo;
  • as regras gerais de segurança do Pix continuam valendo.

Não haverá, portanto, um novo teto único para substituir os R$ 500. Um cliente poderá fazer uma transação de R$ 600 ou de R$ 1 mil por aproximação se o limite de sua conta permitir.

Como ajustar

A mudança do limite será feita pelo aplicativo da instituição financeira. A ferramenta deverá permitir que o cliente gerencie os valores autorizados para esse tipo de operação.

O procedimento pode variar conforme o banco, mas a lógica será:

  1. acessar o aplicativo da instituição;
  2. localizar as configurações do Pix;
  3. acessar a área de limites ou gerenciamento do Pix por aproximação;
  4. pedir o aumento ou a redução do valor permitido;
  5. seguir as etapas de autenticação exigidas pelo banco.

A retirada do teto específico de R$ 500, portanto, não elimina os mecanismos de proteção contra movimentações suspeitas.

Como funciona

O Pix por aproximação utiliza a tecnologia NFC, que permite a comunicação entre o celular e a máquina de pagamento sem a necessidade de digitar dados.

Disponível desde fevereiro de 2025, a modalidade pode ser usada diretamente pelo aplicativo do banco ou por carteiras digitais compatíveis.

Para usar o recurso por meio de uma carteira digital, é necessário primeiro vincular a conta bancária ao serviço.

Para ativar

  1. abra a carteira digital do celular;
  2. escolha a opção de vincular uma conta;
  3. aplicativo do banco será acionado;
  4. autorize a vinculação do Pix por aproximação.

Depois de configurado, o pagamento segue uma dinâmica semelhante à de um cartão cadastrado no celular.

Para pagar

  1. informe ao estabelecimento que fará o pagamento via Pix;
  2. confira os dados e o valor da cobrança;
  3. aproxime o celular da máquina;
  4. faça a autenticação exigida;
  5. confirme o pagamento.

Dependendo da configuração do banco e da carteira digital, pode ser necessário autenticar a operação antes da conclusão.

Atenção aos golpes

A possibilidade de realizar pagamentos maiores por aproximação exige atenção redobrada do usuário. Como o celular pode concluir a operação sem que seja necessário abrir o aplicativo bancário em determinadas situações, é importante conferir o valor e os dados da cobrança antes de autorizar o pagamento.

Entre os principais cuidados estão:

  • conferir o valor exibido na maquininha e no celular;
  • verificar o estabelecimento antes de aproximar o aparelho;
  • manter bloqueio de tela e mecanismos de autenticação ativos;
  • não entregar o celular desbloqueado a terceiros;
  • acompanhar as notificações das transações;
  • revisar periodicamente os limites configurados no aplicativo do banco.

Modalidade em expansão

Criado pelo Banco Central em 2020, o Pix se consolidou como um dos principais meios de pagamento utilizados no país. Em agosto, o sistema movimentou mais de R$ 3,73 trilhões e registrou cerca de 8,11 bilhões de transações.

O Pix por aproximação, no entanto, ainda engatinha para conquistar o interesse do usuário. Em agosto, a modalidade registrou apenas 2 milhões de transações, apenas 0,06% do total de operações no mês.

Apesar da baixa adesão, o volume de transações do Pix por aproximação cresce de forma expressiva. Em janeiro, o total de operações na modalidade somou 1,06 milhão. Fonte: Agência Brasil

Maranhão tem 5,1 milhões de eleitores aptos a votar no primeiro turno das Eleições 2026

O Maranhão tem 5.186.562 eleitores aptos a votar no primeiro turno das Eleições 2026, marcado para o próximo dia 4 de outubro. A votação ocorrerá das 8h às 17h, pelo horário de Brasília.

Do total de eleitores do estado, 4.938.634, o equivalente a 95,22%, têm dados biométricos cadastrados, incluindo foto, assinatura e impressões digitais. Outros 247.928 eleitores, ou 4,78%, não possuem biometria cadastrada.

Neste ano, cada eleitor fará seis escolhas na urna. A ordem de votação será: deputado federal, deputado estadual, primeiro senador, segundo senador, governador e presidente da República.

O Maranhão conta com 105 zonas eleitorais, que reúnem 18.093 seções, distribuídas em 5.910 locais de votação nos 217 municípios do estado. Em São Luís, 756.232 pessoas estão aptas a votar. Na capital, serão 2.273 seções eleitorais em 267 locais de votação.

Estrutura para as eleições

 

A organização das Eleições 2026 começa antes da abertura das seções eleitorais. Entre as atividades realizadas pela Justiça Eleitoral estão a preparação dos locais de votação e das urnas eletrônicas, além da geração de mídias, carga e lacração dos equipamentos.

O trabalho também inclui testes, auditorias e procedimentos voltados à segurança do processo eleitoral e à transmissão dos resultados.

A estrutura é preparada para que, no dia 4 de outubro, as seções estejam prontas para receber os eleitores e para que os dados da votação sejam transmitidos com segurança para a totalização.

A operação mobilizará magistrados, servidores da Justiça Eleitoral, profissionais terceirizados, colaboradores e milhares de mesários em todo o Maranhão.

Serão 105 juízes eleitorais, além de 34 magistrados que atuarão nas juntas eleitorais especiais. A estrutura também contará com mais de 800 servidores, mais de 300 profissionais terceirizados e mais de 70 mil mesários, que trabalharão diretamente nas seções eleitorais.

Mais de 20 mil urnas eletrônicas, considerando também os equipamentos de contingência, serão usadas no estado.

Desse total, são:

  • 1.168 urnas do modelo 2013;
  • 3.070 do modelo 2015;
  • 8.089 do modelo 2020;
  • 7.884 do modelo 2022.

 

Transmissão dos resultados

 

A transmissão dos resultados das Eleições 2026 no Maranhão será feita por meio de cinco estruturas diferentes.

As 105 zonas eleitorais, localizadas nas sedes dos cartórios eleitorais, participarão do processo de transmissão.

Também serão utilizadas 34 juntas especiais, instaladas em municípios que não são sede de zona eleitoral.

Outros 97 postos de transmissão funcionarão em municípios-termo, em parceria com o Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA). A maioria ficará instalada em unidades do programa Justiça para Todos e utilizará o sistema Coletor, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A Justiça Eleitoral instalará ainda 66 Postos Avançados de Transmissão (PATs) em áreas remotas. Essas unidades utilizarão notebooks e antenas de comunicação via satélite para transmitir os dados.

Além disso, haverá 1.034 postos de transmissão JE Connect nos próprios locais de votação. A solução do TSE permite que os dados sejam enviados diretamente desses pontos.

Mais de 10 mil agentes atuarão na segurança

 

O planejamento de segurança para as Eleições 2026 prevê a mobilização de mais de 10 mil agentes das forças de segurança no Maranhão.

A Polícia Militar terá o maior contingente, com cerca de 7.554 policiais.

Também estão previstos:

  • 1.264 integrantes do Exército Brasileiro;
  • 515 policiais civis;
  • 194 policiais rodoviários federais;
  • 152 policiais federais;
  • 232 bombeiros militares.

 

As forças de segurança trabalharão de forma integrada para garantir a tranquilidade e a segurança durante o processo eleitoral. As ações serão planejadas de acordo com as características e necessidades de cada região do Maranhão.

O Comitê de Segurança das Eleições tem, entre suas principais atribuições, a articulação entre as instituições participantes da operação, o acompanhamento de possíveis cenários de risco e a coordenação de medidas preventivas.

O trabalho reúne forças de segurança, órgãos da Justiça e do Ministério Público e busca reforçar a atuação conjunta antes e durante a votação.

Acessibilidade

 

As urnas eletrônicas que serão utilizadas nas eleições contarão com intérpretes de Libras na tela.

A Justiça Eleitoral também dispõe de mecanismos para facilitar o acesso dos eleitores aos locais de votação, como atendimento prioritário às pessoas com deficiência e transporte gratuito para os locais de votação.

A pessoa com deficiência também poderá ser acompanhada por alguém de sua confiança. Caso o presidente da mesa receptora de votos autorize, esse acompanhante poderá entrar na cabine de votação para prestar auxílio.

Para ampliar a acessibilidade durante o processo eleitoral, o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) disponibilizará uma Central de Libras no primeiro turno e também no segundo turno, caso seja necessário.

O serviço será destinado à tradução e interpretação de comunicações feitas por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Quem precisar do atendimento deverá procurar a pessoa responsável pela coordenação de acessibilidade no local de votação. O responsável fará a ligação para a Central de Libras.

Os números disponíveis para videochamadas são: (98) 98802-4207 / (98) 99202-9051 / (98) 98913-1504.

O que levar no dia da votação

 

Para votar, é necessário apresentar um documento oficial com foto na seção eleitoral.

São aceitos:

  • carteira de identidade;
  • Carteira de Identidade Nacional (CIN);
  • identidade social;
  • passaporte;
  • Carteira Nacional de Habilitação (CNH);
  • carteira de trabalho física;
  • carteira profissional emitida por conselho de classe;
  • e-Título, desde que o aplicativo apresente a fotografia do eleitor.

 

O título eleitoral em papel não substitui o documento oficial com foto. Além disso, não é obrigatório apresentar o título para conseguir votar.

e-Título pode ser usado no celular

 

O aplicativo e-Título permite consultar dados como número do título, situação eleitoral e local de votação.

O aplicativo também pode funcionar como documento de identificação no momento da votação, desde que apresente a fotografia do eleitor.

Por isso, a orientação é acessar o e-Título antes de ir à seção eleitoral e verificar se a foto aparece no aplicativo.

Caso a fotografia não esteja disponível, será necessário apresentar outro documento oficial com foto.

Celular não pode entrar na cabine de votação

 

Celulares, câmeras, filmadoras ou outros equipamentos eletrônicos capazes de comprometer o sigilo do voto não podem ser levados para a cabine de votação.

Antes de se dirigir à urna, o eleitor deverá desligar o celular e deixá-lo com a mesa receptora de votos.

A chamada “colinha eleitoral”, com os números dos candidatos escolhidos, poderá ser levada para a cabine, desde que esteja em papel.

A anotação pode ajudar o eleitor a consultar os números das candidaturas antes de digitá-los na urna eletrônica.

Veja a ordem de votação

 

Nas Eleições 2026, cada eleitor fará seis votos. A ordem será:

  1. deputado federal;
  2. deputado estadual ou distrital;
  3. primeiro senador;
  4. segundo senador;
  5. governador;
  6. presidente da República.

 

Para deputado federal, o número digitado na urna tem quatro algarismos.

Para deputado estadual ou distrital, são cinco dígitos.

Os candidatos ao Senado são identificados por números de três dígitos.

Já os candidatos a governador e presidente da República aparecem na urna com números de dois dígitos.

Como duas vagas para o Senado estarão em disputa, o eleitor deverá votar duas vezes para senador, escolhendo candidaturas diferentes.

Antes da confirmação de cada voto, a urna exibirá foto, nome, cargo e sigla partidária da candidatura escolhida. A orientação é conferir os dados apresentados na tela antes de apertar a tecla “Confirma”.

Nas disputas para deputado federal e deputado estadual ou distrital, o eleitor poderá escolher diretamente um candidato ou votar apenas no partido, por meio do chamado voto de legenda.

Para os cargos de senador, governador e presidente da República, o voto deverá ser direcionado a uma candidatura.

Como votar em branco ou anular

 

Para votar em branco, o eleitor deve apertar a tecla “Branco” e, depois, “Confirma”.

Para anular o voto, é necessário digitar um número que não corresponda a nenhuma candidatura e confirmar.

Votos brancos e nulos não são considerados votos válidos e, por isso, não são contabilizados para nenhum candidato ou partido.Fonte: G1-MA

Dois homens são mortos a tiros e outro fica ferido após criminosos invadirem casa em Codó; dupla é presa

Dois homens foram mortos e uma terceira pessoa ficou ferida após três criminosos invadirem uma casa e efetuarem vários disparos de arma de fogo contra as vítimas. O crime aconteceu por volta das 12h dessa quarta-feira (30), na Rua Manoel Januário, no bairro Nova Jerusalém, em Codó, a cerca de 290 km de São Luís.

As vítimas mortas foram identificadas como Rafael Lopes da Silva, de 60 anos, e Raimundo de Assunção Pereira Santos Filho, de 42 anos. Uma terceira vítima foi atingida por um disparo no ombro esquerdo e encaminhada para atendimento médico.

Segundo o 17º Batalhão da Polícia Militar (BPM), testemunhas relataram que três homens participaram do crime. Imagens de uma câmera de segurança registraram o momento em que os suspeitos chegam ao local e, pouco depois, fogem após os disparos.

Ainda de acordo com o PM, testemunhas disseram que Raimundo estava ingerindo bebida alcoólica na porta da residência, acompanhado da terceira vítima, quando os criminosos chegaram e invadiram o imóvel. Cerca de 10 disparos foram efetuados durante a ação.

Segundo a polícia, uma das vítimas ainda tentou correr para dentro da casa, mas foi atingida na região do rosto. Outro homem foi atingido por disparos na cabeça no interior do imóvel. A terceira vítima, que estava na sala, foi baleada no ombro esquerdo.

Polícia diz que Rafael era o alvo dos criminosos

 

Após o crime, o delegado Rômulo Vasconcelos, que acompanha as investigações, afirmou que outras pessoas estavam dentro da residência no momento do ataque, entre elas familiares e um idoso cadeirante.

Segundo o delegado, a principal linha de investigação aponta que Rafael Lopes da Silva era o alvo dos criminosos.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, Rafael era investigado por suspeita de envolvimento em homicídios e por porte ilegal de arma de fogo. A motivação do duplo homicídio, no entanto, ainda é investigada.

Dois suspeitos são presos após o crime

 

Na madrugada desta quinta-feira (1º), equipes da Força Tática prenderam um homem apontado pela polícia como um dos suspeitos de participação no duplo homicídio.

Outro homem, suspeito de ter dado apoio à fuga de um dos autores do crime, também foi preso.

Os dois foram encaminhados para a delegacia e ficaram à disposição da Polícia Civil. As investigações continuam para esclarecer a participação de cada suspeito e localizar os demais envolvidos no ataque. Fonte: G1-MA

Neto é preso suspeito de matar a avó com cacos de garrafa no MA; vítima foi ferida no pescoço e nas costelas

Um jovem de 21 anos foi preso em flagrante suspeito de matar a própria avó, Erlinda Pereira de Souza, em Esperantinópolis, no interior do Maranhão. O crime aconteceu na última terça-feira (29), no bairro Alto do Jatay.

Segundo a Polícia Civil do Maranhão (PC-MA), a vítima foi atingida com cacos de uma garrafa de vidro nas regiões do pescoço e das costelas. Erlinda chegou a ser levada para uma unidade de saúde do município, mas não resistiu aos ferimentos.

O principal suspeito do crime é neto da vítima. Ele foi preso por uma equipe da Polícia Militar do Maranhão (PM-MA) e apresentado na Delegacia Regional de Pedreiras, onde foi autuado em flagrante por feminicídio.

A Polícia Civil informou que instaurou um inquérito para investigar o caso e apurar as circunstâncias e a motivação do crime.

Informações preliminares apontam que o homicídio teria ocorrido após uma discussão entre o suspeito e a avó. A possibilidade de relação do crime com pedido de dinheiro para compra de drogas ainda será apurada durante as investigações.

O suspeito permanece à disposição da Justiça. Fonte: g1-MA

Eleições 2026: saiba em quantos candidatos votar e a ordem de votação

BRASÍLIA – O eleitor poderá escolher até seis candidatos no 1º turno das Eleições 2026, que serão realizadas no próximo domingo, dia 4 de outubro.

Cada cargo é identificado por uma sequência numérica: para votar em deputado federal, é necessário teclar 4 dígitos na urna eletrônica. Para deputado estadual, são 5 números. Para senadores, 3 dígitos. Já para governador e presidente da República, são 2 dígitos.

A ordem de votação na urna eletrônica será:

Deputado federal (quatro dígitos)
Deputado estadual ou distrital (cinco dígitos)
Primeiro senador (três dígitos)
Segundo senador (três dígitos)
Governador (dois dígitos)
Presidente da República (dois dígitos)
Cola
A Justiça Eleitoral recomenda que os eleitores anotem os números dos seis candidatos em um papel antes de irem às zonas eleitorais. A medida ajuda a evitar erros e também contribui para reduzir filas.

A colinha em papel é importante porque não será permitido entrar com o celular na cabine de votação. A restrição proíbe também o uso de câmeras fotográficas, filmadoras ou qualquer outro equipamento eletrônico, mesmo que desligados. Os aparelhos deverão ser deixados perto dos mesários. A medida tem a finalidade de proteger o sigilo do voto.

O celular poderá ser utilizado apenas para a identificação do eleitor aos mesários por meio do aplicativo e-Título (desde que mostre a foto do eleitor) ou pela apresentação de outros documentos oficiais em formato digital, como a CNH Digital e o RG Digital.

“São seis cargos, muitos dígitos, ou seja, muito para se decorar. Essa demora ou dúvida gera um efeito dominó nas filas. Nosso recado é direto: anote tudo em um papelzinho e leve-o com você, já que o celular não pode entrar na cabine. O lembrete tradicional em papel continua sendo o melhor amigo do eleitor para uma votação rápida”, destaca a coordenadora de Mídias e Web do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rakell Dimanski.

Identificação
Além dos documentos digitais, o eleitor poderá se identificar na seção eleitoral com qualquer documento oficial com foto.

Veja com quais documentos é possível votar:

carteira de identidade,
Carteira de Identidade Nacional (CIN),
identidade social,
passaporte,
Carteira Nacional de Habilitação (CNH),
carteira de trabalho física,
carteira profissional emitida por conselho de classe.
Os documentos oficiais com foto podem ser utilizados mesmo que estejam vencidos, desde que permitam a identificação do eleitor.

Fonte: Imirante

Renegociação de dívidas de adimplentes é prorrogada até 26 de outubro

Programa voltado a trabalhadores informais com dívidas em dia ou com atraso inferior a 90 dias, o Desenrola Adimplentes foi estendido por mais 30 dias. As renegociações poderão ser feitas até 26 de outubro, data em que também termina a vigência da medida provisória que criou a iniciativa.

O prazo inicial era de 90 dias e terminaria na semana passada. A extensão foi estabelecida pela medida provisória que instituiu o Desenrola 3.0, nova etapa do programa de renegociação de dívidas.

Como funciona

O Desenrola Adimplentes permite renegociar até R$ 15 mil em dívidas sem garantia contratadas por trabalhadores informais em operações de crédito pessoal. As condições preveem juros de até 1,99% ao mês. Segundo os dados apresentados pelo governo, a taxa média dessas operações atualmente gira em torno de 7% ao mês.

Para participar, o cliente precisa ter quitado pelo menos quatro parcelas do financiamento. Além disso, os pagamentos devem estar em dia ou apresentar atraso inferior a 90 dias.

Início das renegociações

De acordo com o governo, a prorrogação ocorreu porque a implementação do programa sofreu atrasos operacionais. A medida provisória que criou o Desenrola Adimplentes foi publicada em 29 de junho, mas as renegociações só começaram efetivamente em 10 de agosto.

O início das operações ocorreu após mudanças nas regras de participação das instituições financeiras, pedidas pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal, que atuam como agentes operadores do programa.

Na justificativa apresentada para a medida provisória, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o programa busca atender trabalhadores informais que enfrentam dificuldades para comprovar renda e, por isso, têm maior acesso a modalidades de crédito com juros elevados.

Segundo Durigan, a iniciativa permite que pessoas sem vínculo formal de emprego e sem acesso a linhas de crédito mais baratas possam reorganizar suas dívidas em condições mais favoráveis.

Resistência dos bancos

Desde a criação, no fim de junho, o Desenrola Adimplentes encontrou resistência no setor privado. Bancos demonstraram pouco interesse em participar de uma iniciativa voltada a renegociar dívidas que ainda não estavam vencidas e que atendem a um público específico.

Para ampliar a participação, o governo incluiu a possibilidade de portabilidade de crédito. A medida permite que bancos públicos ofereçam aos clientes condições de repactuação consideradas adequadas.

Mesmo com essa previsão, a adesão ao programa ocorreu abaixo do previsto, com as renegociações só começando, de fato, em 10 de agosto. Fonte: Agência Brasil

Associações de jogos acionam STF contra MP que proibiu apostas online

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) pediram nesta segunda-feira (28) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão da medida provisória que vedou as bets no Brasil. A MP foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na sexta-feira (25).  

A MP proibiu em todo território nacional a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quotas fixas, as chamadas bets. As plataformas já estão impedidas de receber novas apostas.

As entidades representativas do setor argumentam que a medida foi abrupta, provocando prejuízos bilionários para as empresas que acreditaram no marco regulatório vigente no país e fizeram investimentos.

As associações alegam ainda desvio de finalidade da MP, pois o governo não teria demonstrado a urgência que justificasse o atropelo do processo legislativo sobre o tema.

Na peça inicial, as entidades destacam que o próprio governo Lula enviou ao Congresso um projeto de lei para regulamentar o mercado de apostas online, o que foi aprovado e resultou no marco regulatório sobre o tema, sancionado em 2023.

Sobre esse marco, há no Supremo ao menos três ações que questionam essa legislação. As associações pediram ao relator desses processos, ministro Luiz Fux, a suspensão imediata dos efeitos da MP, ao menos até que o STF julgue o tema ou que o Congresso delibere novamente sobre o assunto. Enquanto isso, deve prevalecer a legislação anterior à MP, defendem as entidades representativas do setor.

O ministro Luiz Fux deve agora decidir se delibera sobre o assunto monocraticamente, submetendo a decisão a referendo em seguida, ou se já envia o pedido para análise pelo plenário do STF. Antes, é praxe que o relator peça informações ao governo e o parecer da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Em requerimento enviado a Fux nesta segunda-feira, a AGU solicitou que o ministro aguarde ao menos 72 horas para que o órgão se manifeste antes de eventual decisão do relator.

A MP assinada por Lula tem vigência inicial de 60 dias, prorrogáveis por mais 60, prazo no qual precisa ser aprovada no Congresso.

Ao assinar a medida, Lula disse que as casas de apostas online são um “câncer” e que é preciso extirpá-lo da sociedade brasileira.

O presidente comparou o vício nas apostas online ao consumo de crack, ao dizer que famílias estão sendo destruídas e dívidas impagáveis por causa do vício em jogo, a chamada ludopatia. Fonte: Agência Brasil

AGU pede 72 horas para se manifestar sobre ações para liberar bets

A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu nesta segunda-feira (28) ao Supremo Tribunal Federal (STF) prazo de 72 horas para apresentar manifestação nas ações nas quais o setor de bets defende a retomada das apostas on-line. 

Segundo a AGU, o prazo é necessário para que os órgãos governamentais envolvidos na regulamentação do setor sejam ouvidos.

Mais cedo, a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) pediram a derrubada da medida provisória que proibiu a exploração e publicidade dos jogos on-line.

As petições foram protocoladas nos processos sobre o tema que estão sob a relatoria do ministro Luiz Fux.

No mesmo processo, Fux já determinou medidas para impedir que beneficiários de programas sociais façam apostas em sites de bets.

Proibição

De acordo com as regras estabelecidas pela MP, as plataformas têm até o dia 5 de outubro para pagar o saldo remanescente aos apostadores.

A partir de 6 de outubro, os sites e aplicativos de bets são totalmente bloqueados. Fonte: Agência Brasil

Governo cobra na Justiça gastos do SUS com tratamento de apostadores

A Advocacia-Geral da União (AGU) anunciou nesta segunda-feira (28) que entrou na Justiça para cobrar os gastos do Sistema Único de Saúde (SUS) com o tratamento dos danos causados pelos jogos on-line.

A ação civil pública foi protocolada na Justiça Federal em Pernambuco contra 17 plataformas de apostas esportivas e pede a reparação mínima de R$ 1 bilhão em danos morais coletivos.

A AGU também requereu à Justiça a restituição em dobro dos valores apostados por pessoas com ludopatia, sintoma que é caracterizado pelo vício compulsivo em jogos.

O órgão citou que os gastos do SUS são maiores que os valores arrecadados pelo governo com os impostos pagos pelas bets, que repassariam cerca de R$ 50 milhões aos cofres públicos.

“As empresas demandadas privatizam proveitos expressivos decorrentes da captação financeira de milhões de apostadores, enquanto transferem para o SUS e para toda a sociedade o custo orçamentário decorrente do adoecimento coletivo”, argumentou a AGU.

A advocacia do governo também acrescentou que o modelo de negócio das plataformas é estruturado para maximizar o tempo de engajamento e o volume de apostas, mecanismos que favorecem o vício.

“Esses elementos, tecnicamente equivalentes aos utilizados em jogos de azar com potencial reconhecido de geração de dependência, produzem um efeito colateral sistemático: o adoecimento psíquico de parcela significativa dos usuários, sob a forma de ansiedade, quadros depressivos, transtorno do jogo e, em casos extremos, ideação suicida associada ao endividamento”, completou.

Bets

Mais cedo, entidades que representam as plataformas pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF) a derrubada da medida provisória que proibiu a exploração e publicidade dos jogos on-line.

Em seguida, a AGU pediu prazo de 72 horas para se manifestar no processo, que será analisado pelo ministro Luiz Fux.  Fonte: Agência Brasil