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Operação Chip Falso: Ex-funcionária de operadora de telefonia usava credenciais de gerentes para alterar linhas de vítimas, diz delegado

Uma ex-funcionária de uma operadora de telefonia, identificada como Rosana Rodrigues da Silva, é considerada foragida pela Polícia Civil do Piauí . Ela é apontada como um dos principais alvos da Operação Chip Falso, deflagrada na manhã desta quarta-feira (15), em Teresina.

A informação foi confirmada ao g1 pelo delegado Humberto Mácola, do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) . De acordo com ele, a mulher é investigada sob a suspeita de ser uma das principais articuladoras do esquema.

“Nessa primeira fase ela é uma das principais investigadas. A nossa investigação apurou que ela usava as credenciais de funcionários e gerentes e com isso conseguia mudar a titularidade de linhas telefônicas de vítimas. Nesse momento ela está foragida, mas tem um mandado temporário aberto contra ela”, explicou Mácola.

A polícia ainda apura se a investigada realizava as fraudes na época em que trabalhava na operadora.

Operação Chip Falso

 

Um grupo suspeito de assumir ilegalmente linhas telefônicas de vítimas para invadir contas bancárias, clonar WhatsApp e aplicar golpes em diferentes estados foi alvo da Operação Chip Falso. Dez pessoas foram presas e outras cinco são procuradas.

A fraude é conhecida como SIM Swap e consiste na transferência ilegal e não autorizada de um número de telefone para um chip controlado pelos criminosos. Com acesso à linha, os suspeitos conseguiam receber códigos de autenticação enviados por SMS e invadir contas e aplicativos das vítimas.

Segundo a Polícia Civil, o grupo conseguia acessar contas bancárias, assumir perfis no WhatsApp, realizar transferências indevidas, fazer compras com cartões das vítimas e se passar por elas para aplicar golpes, como pedidos de dinheiro a parentes e o falso advogado.

O delegado Humberto Mácola afirmou que o acesso às linhas telefônicas permitia que os criminosos causassem diversos prejuízos às vítimas.

“Em posse dessas linhas telefônicas conseguiam fazer o estrago na vida daquela pessoa: desde invadir contas, encaminhando os códigos de verificação para essa linha telefônica em posse dos criminosos, até se passar por um parente e abordar pedindo dinheiro”, disse à TV Clube.

Foram identificadas mais de 50 vítimas nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina.

Fonte: G1-PI

Dois restaurantes são autuados por alimentos fora do prazo de validade, em João Pessoa

Dois restaurantes foram autuados por alimentos vencidos e impróprios para o consumo em João Pessoa. Os produtos foram apreendidos durante uma fiscalização feita pelo MP-Procon, órgão do Ministério Público da Paraíba (MPPB), nesta quarta-feira (15). Os nomes dos estabelecimentos não foram divulgados.

Em um dos estabelecimentos fiscalizados, diversas irregularidades sanitárias foram constatadas. Além dos alimentos com prazo de validade vencido, houve também o registro de produtos de origem animal sem rastreabilidade, sem identificação do estabelecimento produtor e sem comprovação de registro nos órgãos oficiais de inspeção competentes.

Esse mesmo estabelecimento apresentou Certificado de Aprovação do Corpo de Bombeiros Militar vencido.

No segundo restaurante fiscalizado, os agentes do órgão encontraram problemas como a produção e a embalagem de molho destinado à comercialização sem observar os requisitos obrigatórios de rotulagem.O órgão apontou que as embalagens não continham informações essenciais ao consumidor, como data de fabricação, prazo de validade e lista de ingredientes.

A Vigilância Sanitária expediu Termo de Notificação para que o estabelecimento promova a adequação das inconformidades apontadas pelo órgão.

Os alimentos encontrados em desconformidade com as normas sanitárias foram descartados na presença das equipes de fiscalização, conforme os procedimentos adotados pela Vigilância Sanitária. Diante das irregularidades constatadas, foi lavrado Auto de Infração pelo MP-Procon e Termo de Inspeção pela Vigilância Sanitária.Fonte: G1-PB

‘Tinha fixação em falar sobre sexo com mulheres’, diz vítima de diácono denunciado por assédio na Paraíba

Uma mulher vítima de assédio sexual do diácono Antônio Lisboa Leitão de Souza, que também é professor e foi demitido pelo Ministério da Educação (MEC) da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) por um processo que apurou a conduta dele, relatou os abusos que sofreu durante 2017 do suspeito. A vítima preferiu não se identificar por questões de segurança e o áudio dela foi modificado por uso de inteligência artificialOuça acima.

Também em 2017, o diácono e professor respondeu a um processo na Justiça da Paraíba por assédio sexual. Na ocasião, ele foi beneficiado com a suspensão condicional do processo. Entenda mais abaixo.

“(Ele) ficava insinuando coisas, que as meninas estavam com a roupa muito apertada, (dizia) ‘cuidado, que isso não fazia bem para as partes íntimas’. Eram várias situações, muita coisa, conotação sexual. Ele tinha fixação em falar sobre sexo com as mulheres”, ressaltou.

 

A vítima também relatou que após a demissão e o afastamento protocolado pela Diocese de Campina Grande, espera que a justiça seja feita no caso. Ela afirmou que o suspeito, apesar de ter ocupado posições em instituições importantes, “não é exemplo”.

“Tá com uma pessoa que não é exemplo para o mundo. Pelo menos se arrependesse do que já fez, mas não, ele continuou fazendo e fazendo mais vítimas pelo que a gente viu. Tantos comentários que já falaram que ele fazia também”, disse.

 

Além da atuação na UFCG, Antônio Lisboa foi ordenado diácono da Diocese de Campina Grande em 2015. Em maio de 2026, ele foi transferido da Paróquia de Nossa Senhora do Rosário para a Paróquia de Nossa Senhora das Dores e São Lucas.

Ao g1, a defesa de Antônio Lisboa informou que recebeu a decisão do MEC “com perplexidade” e afirmou que os pedidos apresentados durante o processo administrativo não foram analisados. A defesa também declarou que o professor foi absolvido pela Justiça Criminal de Campina Grande em um processo relacionado aos mesmos fatos e que recorrerá à Justiça para tentar reverter a demissão.

Nota da Diocese de Campina Grande

 

A Diocese de Campina Grande informa que tomou conhecimento do processo administrativo disciplinar junto à Universidade Federal de Campina Grande, que resultou na demissão do Diácono e Professor Antônio Lisboa Leitão de Souza, na última terça-feira, 14 de julho, bem como da repercussão nas redes sociais e na imprensa.

Conforme as normas canônicas, o Diácono Antônio Lisboa Leitão de Souza foi afastado de todas as atividades da Igreja e suspenso do ministério, para apuração dos fatos e investigação.

A Igreja Diocesana de Campina Grande reitera seu papel na sociedade em defesa da verdade e da justiça, conforme o ordenamento jurídico brasileiro, cumprindo sua missão de anunciar o Evangelho de Jesus Cristo.

Universidade oferece 35 vagas em seleção para professor substituto. — Foto: UFCG

Universidade oferece 35 vagas em seleção para professor substituto. — Foto: UFCG

Professor foi demitido pelo MEC após investigação

 

O Ministério da Educação (MEC) determinou a demissão do professor Antônio Lisboa Leitão de Souza, da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), após a conclusão de um processo administrativo disciplinar que apurou a prática de condutas de conotação sexual e assédio moral contra alunas da instituição. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (14).

A decisão foi assinada pelo ministro da Educação, Leonardo Osvaldo Barchini Rosa, que determinou a aplicação da penalidade de demissão ao servidor.

De acordo com a portaria do MEC, o professor foi demitido por utilizar o cargo que ocupava na universidade para praticar atos de conotação sexual e assédio moral contra estudantes da UFCG. O documento aponta que houve “valimento do cargo”, termo usado para caracterizar o uso da função pública para obter vantagem pessoal ou cometer irregularidades.

Professor já respondeu a processo por assédio sexual em 2017

 

g1 teve acesso à sentença de um processo em que Antônio Lisboa respondeu por assédio sexual contra duas mulheres em 2017.

A suspensão condicional do processo, medida em que o andamento da ação fica suspensa desde que o investigado cumpra as condições estabelecidas pela Justiça durante um período determinado, foi cumprida.

De acordo com a sentença, ele cumpriu prestação de serviços à comunidade e compareceu regularmente à Justiça para comprovar o cumprimento das determinações. Fonte: G1-PB

Dino intima partidos a explicar controle de emendas parlamentares

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que os presidentes de todos os partidos com representação no Congresso Nacional expliquem, em até dez dias úteis, se interferem na destinação de emendas parlamentares.

Proferida nesta quarta-feira (15), a intimação foi motivada por uma entrevista que o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, concedeu na terça-feira (14), à GloboNews, e na qual confirmou que os dirigentes partidários interferem na indicação de emendas parlamentares.

“Valdemar Costa Neto é um político de destaque e preside um dos maiores partidos brasileiros, logo, suas afirmações públicas merecem atenção”, escreveu Dino em seu despacho.

O ministro Flávio Dino é o relator da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 854instaurada para apurar a constitucionalidade e eventuais irregularidades na execução de emendas parlamentares.

Em seu mais recente despacho, Dino destaca que Costa Neto concedeu a entrevista no mesmo dia em que ele determinou que o Congresso Nacional explique, entre outras ações, se políticos sem mandato interferem no processo de escolha dos destinatários das emendas parlamentares, prática que o ministro já tinha afirmado que viola os princípios da moralidade, legalidade e finalidade.

“Em decisão de [terça-feira] 14 de julho de 2026, ressaltei que a proposição e a deliberação sobre emendas parlamentares constituem prerrogativas inerentes ao exercício do mandato parlamentar, competindo exclusivamente aos membros do Poder Legislativo no curso de seus mandatos”, escreveu Dino na decisão desta quarta-feira.

“Não obstante, fatos públicos e notórios, consubstanciados em manifestações aparentemente contrárias a essa premissa, suscitam, ao menos em tese, dúvidas quanto à sua estrita observância, circunstância que recomenda a obtenção de esclarecimentos, visando ao fiel cumprimento das decisões do Plenário do STF”, acrescenta o ministro, referindo-se à entrevista de Costa Neto ao programa Estúdio i, da GloboNews.

“Indagado se dirigentes partidários interferem na destinação de emendas parlamentares, [Costa Neto] respondeu afirmativamente. Na ocasião, afirmou, ainda, que outros presidentes de partidos também indicam emendas parlamentares”, destacou Dino.

O ministro argumenta ainda que, caso as informações do presidente do PL sejam procedentes, “constituem uma novidade relevante”, já que a apuração em curso, no STF, desde 2021, “não contém registro dessa modalidade de emendas ao Orçamento Geral da União”.

Além do PL, de Costa Neto, a decisão de Dino se aplica a outras 20 legendas: Avante, Cidadania, MDB, Missão, Novo, PCdoB, PDT, Podemos, PP, PRD, PSB, PSD, PSDB, PSOL, PT, PV, REDE, Republicanos, Solidariedade e União Brasil.

Cada partido deverá esclarecer se seu presidente dispõe de cotas, reservas ou qualquer outro mecanismo de alocação de emendas parlamentares e, em caso positivo, sua natureza, finalidade e abrangência.

Também deverão esclarecer a quem compete autorizar e deliberar sobre a utilização da cota ou mecanismo; o fundamento jurídico-normativo que embasa tal prática; o instrumento por meio do qual tais mecanismos são formalizados (normas, atas ou similares) e como é definida a destinação dos respectivos recursos.

“As informações ora requisitadas são relevantes para subsidiar a definição de providências eventualmente necessárias ao aperfeiçoamento dos mecanismos de transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares, a fim de garantir o cumprimento das decisões do Plenário do STF”, justificou Dino.

Na sexta-feira (10), o ministro determinou o bloqueio de R$ 119 milhões em bens atribuídos a Costa Neto e de R$ 6 milhões do ex-deputado federal e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha.

Na ocasião, a defesa do presidente do PL argumentou que as medidas cautelares foram decretadas com base em “premissas frágeis, inferências subjetivas e uma indevida criminalização da atividade político-partidária”.

A defesa de Costa Neto informou que ele nega a prática de qualquer crime e considera “natural e legítimo, no sistema democrático, que um presidente partidário dialogue com parlamentares, defenda prioridades programáticas, articule interesses nacionais e regionais e influencie politicamente sua bancada”. Fonte: Agência Brasil

Explosão em ação controlada da PM assusta moradores em João Pessoa

Uma explosão de bombas e fogos de artifício durante uma ação controlada da Polícia Militar assustou moradores de João Pessoa, na tarde desta quarta-feira (15). O forte estrondo chamou a atenção da população.

Segundo a Polícia Militar, o barulho foi causado por uma ação controlada do esquadrão antibombas do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate). A atividade ocorreu na região do bairro Alto do Mateus.

Uma equipe do Corpo de Bombeiros foi acionada por moradores que ouviram a explosão e acreditaram que um avião havia caído na região. Um helicóptero chegou a sobrevoar a área, mas, ao chegarem ao local, as equipes constataram o motivo do estrondo.

Em nota, a Polícia Militar informou que a ação aconteceu para detonar artefatos explosivos apreendidos em operações das Forças de Segurança no mês de junho, “pois é um material que não pode ficar acumulado”

A nota também diz que o “procedimento foi feito em um ambiente controlado e adequado, em uma área do bairro do Varadouro”.

Ainda foi informado que a fumaça registrada não é tóxica, “pois até este detalhe é verificado para que o procedimento seja seguro”. Fonte: G1-PB

Diretor do IFPI é afastado após denúncia de suposto assédio moral

O diretor-geral do campus de Picos do Instituto Federal do Piauí (IFPI), Lourelinsol Soares de Sousa, foi afastado do cargo após ser denunciado por assédio moral. A decisão foi publicada em portaria na terça-feira (14) e prevê o afastamento preventivo do servidor por 90 dias, período em que uma investigação é realizada.

Em nota, o IFPI informou que um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) foi instaurado após a formalização da denúncia junto à Corregedoria da instituição. O objetivo é apurar a conduta do servidor. Leia a nota completa.

Lourelinsol Soares, que também é professor do IFPI, foi denunciado por supostas práticas de assédio moral contra alunos e funcionárias da instituição. O g1 tenta localizar a defesa do servidor.

As denúncias apontam que ele teria utilizado o cargo para cometer as irregularidades, segundo informações apresentadas à Corregedoria.

O afastamento é uma medida administrativa para evitar que a permanência no cargo possa influenciar o andamento das investigações.

Leia a nota do IFPI

 

O Instituto Federal do Piauí (IFPI) instaurou Processo Administrativo Disciplinar (PAD) após a formalização da denúncia de supostos atos de assédio moral junto à Corregedoria do IFPI, para apurar o caso e a conduta do servidor envolvido. O servidor foi afastado preventivamente enquanto durarem as investigações acerca da denúncia.

Reforçamos que o IFPI repudia atos de assédio, importunação e manipulação por meio das relações de poder e ressalta que estas práticas não condizem com as diretrizes da instituição, que preza pela ética, respeito e segurança de todos os seus alunos, servidores e colaboradores. Reafirmamos o nosso compromisso em combater a naturalização das violências e dos abusos de poder dentro e fora das instituições de ensino.

Todo e qualquer estudante ou servidor que passar por este tipo de situação dentro do IFPI deve formalizar denúncia através da Ouvidoria, pelo telefone (86) 3131-1474 ou pelo e-mail ouvidoria@ifpi.edu.br ou procurar a equipe multidisciplinar dos campi, formada por profissionais aptos a ouvirem e realizarem acompanhamentos necessários como forma de garantir amparo às vítimas deste tipo de situação. Fonte: G1-PI

Influenciadores são presos suspeitos de divulgar jogos ilegais no MA; casal movimentou mais de 12,5 milhões

Os influenciadores digitais Ana Carolina Costa Lopes e Thalison Marcio Mendes Lopes foram presos nesta quarta-feira (15), durante a Operação Última Rodada, da Polícia Civil do Maranhão, por suspeita de divulgar plataformas ilegais de jogos de azar e lavar dinheiro obtido com a atividade em São Luís.

Segundo a investigação, o casal movimentou mais de R$ 12,5 milhões em um curto período. A operação resultou no cumprimento de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, além de apreensão de veículo, bloqueio de bens e valores contra os investigados.

A ação foi coordenada pela Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), por meio do Departamento de Combate ao Crime Tecnológico (DCCT), e teve como alvo um imóvel localizado no bairro Anjo da Guarda, em São Luís.

Segundo as investigações, Ana Carolina Costa Lopes e Thalison Marcio Mendes Lopes, que até pouco tempo antes figuravam como beneficiários de programa social do Governo Federal, passaram a apresentar, após o início da exploração de jogos de azar, uma movimentação financeira incompatível com a renda declarada. Em um curto intervalo de tempo, o valor movimentado chegou a R$ 12.514.283.

As apurações apontam que havia uma divisão de funções entre os investigados. Segundo a polícia, Ana Carolina era responsável pela divulgação e promoção das plataformas ilegais junto aos seguidores nas redes sociais, enquanto Thalison concentrava e administrava os recursos obtidos com a atividade ilícita.

Ainda de acordo com a polícia, Ana Carolina também participou diretamente da lavagem dos valores, realizando sucessivos saques em espécie que, somados, chegaram a R$ 950 mil.

As investigações também identificaram indícios da utilização de empresas de fachada e de pessoas interpostas, conhecidas como “laranjas”, para ocultar e movimentar recursos de origem ilícita.

Também foi identificada a associação do casal com representantes das plataformas clandestinas e com intermediadores responsáveis por recrutar influenciadores para divulgar os jogos ilegais.

Casal de influenciadores é alvo de operação por suspeita de divulgar jogos ilegais e lavar dinheiro no MA — Foto: Divulgação/PC-MA Fonte: G1-MA

Adolescente é apreendido por suspeita de incendiar Igreja de São Benedito em Icatu

A Polícia Civil apreendeu, nesta quarta-feira (15), um adolescente suspeito de invadir e incendiar a Igreja de São Benedito, em Icatu, na região do Munim. O jovem é apontado como o principal responsável pelo ataque ocorrido no último dia 8 de julho.

Segundo a Polícia Civil, o adolescente é investigado pelos atos infracionais análogos aos crimes de dano qualificado e tentativa de furto qualificado. Contra ele foi cumprido um mandado de internação provisória expedido pela Justiça.

Durante a ação criminosa, a igreja foi incendiada e o sacrário, local onde são guardadas as hóstias consagradas, foi violado. Após ser identificado como principal suspeito, o adolescente foi localizado por equipes policiais e apreendido.

Depois do cumprimento do mandado, ele foi submetido aos procedimentos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e colocado à disposição do Poder Judiciário.

Igreja de São Benedito é invadida e incendiada em Icatu; sacrário foi violado — Foto: Reprodução/TV Mirante

Igreja de São Benedito é invadida e incendiada em Icatu; sacrário foi violado — Foto: Reprodução/TV Mirante Fonte: G1-MA

TCU aponta falhas em planejamento da reconstrução da ponte entre MA e TO

Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas no planejamento da reconstrução da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que liga as cidades de Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO). Segundo auditoria, a obra foi executada sem projeto básico, com orçamento pouco detalhado e critérios de medição diferentes dos previstos em contrato.

A fiscalização analisou a obra, contratada em caráter emergencial após o desabamento da estrutura, ocorrido em dezembro de 2024. O contrato, no valor de R$ 174,3 milhões, foi firmado por dispensa de licitação. A obra foi concluída em um ano.

O acidente aconteceu no dia 22 de dezembro de 2024, pouco antes das 15h. O vão central da ponte colapsou e derrubou parte da estrutura, levando diversos veículos para o fundo do Rio Tocantins. A tragédia deixou 14 mortos, três desaparecidos, e um ferido.

Segundo o relatório de auditoria, feito ministro Jorge Oliveira, os critérios utilizados para medir e liberar os pagamentos não seguiram o que estava estabelecido no contrato.

O TCU também apontou que o orçamento da obra não apresentava detalhamento suficiente e que não houve elaboração de um projeto básico, documento considerado essencial para definir soluções técnicas, custos e etapas de execução em obras de maior complexidade.

O tribunal informou o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) sobre as irregularidades encontradas e recomendou que o órgão adote medidas para melhorar o planejamento de futuras contratações emergenciais de obras complexas.

Entre as recomendações está a avaliação do uso do regime de contratação integrada, modelo que, segundo o TCU, pode trazer mais eficiência e maior clareza na execução de projetos desse tipo.

A auditoria também reforçou a necessidade de que os pagamentos sejam vinculados aos serviços efetivamente realizados, além da ampliação da transparência e da rastreabilidade das informações relacionadas à execução das obras.fonte: G1-MA