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Governo amplia crédito para motociclistas de aplicativos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o programa Move Motos, lançado nesta sexta-feira (12), fará com que os motociclistas de aplicativo deixem de ser “a última força de trabalho considerada invisível” neste país.

Ao lado de outras políticas voltadas à garantia de direitos para esses profissionais, disse Lula, eles passarão a ser tratados como cidadãos e cidadãs.

O Move Motos é uma linha de crédito para motociclistas de aplicativos que desejam financiar ciclomotores, motonetas, motocicletas e bicicletas elétricas produzidas no Brasil ou com projeto de investimento voltado à produção no país.

Ele segue os mesmos moldes do Move Aplicativos, que tem como público-alvo motoristas de aplicativos e taxistas interessados em financiar carros.

Essas linhas de crédito são uma expansão do Move Brasil, criado para viabilizar a renovação de frotas no país, por meio de facilidades de financiamento.

Outros benefícios

O financiamento inclui a possibilidade de aquisição de seguro para garantir o pagamento da dívida, para o caso de imprevistos que impeçam o contratante de continuar pagando o financiamento (seguro prestamista).

Também está previsto financiamento de capacetes, bem como para a aquisição de baterias pontos de carga elétrica. Tudo será disponibilizado a partir da plataforma oficial gov.br/movebrasil.

Durante o evento, no Palácio do Planalto, Lula afirmou que a presença dos trabalhadores simboliza uma mudança de reconhecimento.

“Hoje, pela presença de vocês aqui no Palácio, nós estamos completando possivelmente a última força de trabalho considerada invisível neste país, que agora está deixando de ser invisível e passa a ser tratada como cidadã e cidadão de primeira classe”, disse o presidente.

Durante a cerimônia, Lula demandou ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal que, no prazo de 30 dias, se organizem de forma a preparar seus funcionários para atenderem, de forma proativa e sem burocracia, os interessados em obter financiamentos para adquirir seus veículos.

Lula incentivou os trabalhadores a acompanharem a implementação do programa.

“Vocês agora têm que andar de cabeça erguida e dizer que não são mais invisíveis. Estão aqui para serem enxergados. Se não estiver dando certo, procurem o governo, procurem os bancos”, afirmou.

O presidente defendeu também campanhas de educação no trânsito para melhorar o relacionamento entre motoristas e motociclistas.

Juros

Segundo o Planalto, a taxa a ser cobrada para financiamento dos veículos será de 12,5% ao ano, o que corresponde a 0,99% ao mês para homens e 0,91% ao mês para mulheres.

O financiamento será de 100% do valor do veículo, o que possibilita a aquisição sem necessidade de pagamento de entrada.

Para acessar o financiamento, estão previstos alguns requisitos mínimos, como seis meses de cadastro na plataforma oficial, e no mínimo, 100 corridas realizadas. Para os profissionais celetistas, são necessários seis meses de exercício na atividade.

Após o cadastro, o trabalhador será informado se atende às condições de participação. A partir de 13 de julho, os profissionais que receberem a confirmação poderão procurar a Caixa, o Banco do Brasil ou instituições financeiras habilitadas para análise de crédito e contratação do financiamento.

Está prevista também que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal criem um calendário de feirões a partir de 13 de julho, em polos específicos, com a participação de concessionárias e instituições financeiras interessadas em fazer negócios.

Boulos

Mais cedo, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, havia antecipado alguns pontos do Move Motos. Ele lembrou que a linha oferece condições mais vantajosas que as praticadas no mercado.

“Hoje o juro médio para comprar moto está em 27% ao ano, mas conseguimos chegar a 12,5% ao ano, que é menos da metade do juro na concessionária”, disse o ministro.

Além disso, acrescentou, haverá período de carência de dois meses, que na prática pode chegar a três. “Quem comprar a moto em julho, por exemplo, começa a pagar apenas em outubro”, explicou.

Boulos ressaltou que motoristas com restrição de crédito não poderão aderir inicialmente, mas poderão recorrer ao programa Desenrola para regularizar a situação e, assim, se habilitar ao financiamento.

Ele lembrou que, durante a pandemia, esses trabalhadores que faziam entregas nas residências eram considerados heróis. No entanto, passaram a ser discriminados. “Inclusive deixaram de ter seus direitos garantidos”.

Move Brasil

No primeiro dia de operações, R$ 3,2 bilhões em crédito foram contratados pelo Move Brasil, dos R$ 21,2 bilhões colocados à disposição pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável por operar os recursos. No caso do Move Máquinas Agrícolas, R$ 10 bilhões estão à disposição para micro e pequenos empreendedores.

Move Aplicativos

No caso do Move Aplicativos, 740 mil profissionais já atenderam aos requisitos para acessar a linha de financiamento com as condições mais favoráveis. A análise do crédito e contratação com os bancos começa em 19 de junho.

O governo federal abriu crédito extraordinário de R$ 30 bilhões para a compra de veículos por motoristas de táxi e de aplicativo. Os recursos serão repassados pelo Ministério da Fazenda ao BNDES, que também vai operacionalizar a medida.

Para se habilitar, o motorista precisa preencher cadastro na plataforma gov.br/movebrasil. Em um prazo de até cinco dias após o cadastro, o trabalhador será informado se poderá participar do programa. Fonte: Agência Brasil

Governo anuncia construção de 85 mil moradias do Minha Casa,Minha Vida

O governo federal anunciou na tarde desta sexta-feira (12) as propostas selecionadas para a construção de 85 mil novos imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) nas modalidades Rural e Entidades (moradias urbanas).

Cinquenta mil imóveis terão destinação rural e 35 mil atenderão a quem reside em zona urbana. O número de moradias é 66% acima da previsão inicial. As residências serão financiadas pelo Fundo de Desenvolvimento Social (FDS). O valor total do investimento é R$ 10 bilhões.

A modalidade MCMV Entidades atende famílias com renda total de até R$ 3,2 mil (valor bruto). O acesso ao benefício se dá por meio de associações de moradores, cooperativas habitacionais e sindicatos que submetem a proposta de construção de casas e apartamentos à Caixa Econômica Federal.

Para a coordenadora do Movimento de Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos (MTD), Ângela Cristina Ferreira, a modalidade Entidades do MCMV desburocratiza a construção de residências e consegue estabelecer diálogo “na ponta” com pessoas em “extrema de vulnerabilidade”, possibilitando o acesso a “casas com boa qualidade”.

Para quem abastece a mesa

No caso do MCMV Rural, há recursos para construção ou reforma de moradias de agricultores com renda familiar bruta anual de até R$ 50 mil. O programa – que também atende comunidades tradicionais, como indígenas e quilombolas – viabiliza que os agricultores construam casas em terrenos onde moram.

A presidente da Confederação Nacional de Trabalhadores Rurais e Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), Vânia Marques, ressalta que a modalidade Rural do MCMV é extremamente impactante. Segundo a representante da Contag, ainda é comum nessas regiões a falta de eletricidade, de estradas asfaltadas e de políticas públicas mais acessíveis.

Para a liderança, a iniciativa faz justiça social. “Porque somos nós que carregamos diariamente uma missão estratégica para a nação. Somos nós que produzimos alimentos saudáveis. Somos nós que abastecemos a mesa do povo brasileiro.”

Alma do programa

As entidades representativas de movimentos rurais e de movimentos de moradia participaram de solenidade para o anúncio do financiamento com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto, em Brasília.

“Vocês que estão aqui hoje são a alma desse programa. São os verdadeiros protagonistas que fazem com que essas casas cheguem à população e às famílias que mais precisam”, disse Lula.

O presidente da República assinalou que o anúncio da construção de novos imóveis atende à demanda dos movimentos sociais, e pediu que esses sejam atuantes na execução do programa. “O que vocês cobram não é injusto. Vocês sabem que fomos eleitos para cumprir o que programamos.” Fonte: Agência Brasil

Ibama fecha movelaria que usava madeira ilegal de terras indígenas no MA

Uma movelaria clandestina que usava madeira retirada ilegalmente de terras indígenas para fabricar peças de armas de fogo foi fechada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em Centro Novo do Maranhão.

A ação ocorreu durante uma operação de combate à exploração ilegal de madeira realizada em parceria com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Batalhão de Polícia Ambiental.

Durante a fiscalização, os agentes identificaram que o estabelecimento utilizava madeira sem comprovação de origem para fabricar coronhas e outras peças de armas de fogo. Segundo o Ibama, há suspeita de que o material fosse usado em atividades criminosas, incluindo crimes ambientais em áreas protegidas. O proprietário da movelaria foi autuado pelas irregularidades encontradas.

Segundo o Ibama, as espécies mais utilizadas eram cedro, roxinho e andiroba. Essas madeiras são encontradas principalmente em terras indígenas e unidades de conservação da Amazônia maranhense.

De acordo com o analista ambiental do Ibama, Givanildo Lima, a exploração ilegal dessas espécies tem sido frequente na região.

“O que temos encontrado é uma grande quantidade de empreendimentos utilizando madeira de origem ilegal, que são espécies encontradas apenas em áreas protegidas, sejam terras indígenas ou unidades de conservação do que ainda resta da Amazônia aqui no Maranhão”, afirmou.

Operação já resultou no fechamento de nove estabelecimentos

Além da movelaria fechada em Centro Novo do Maranhão, a operação também interditou outros oito empreendimentos que utilizavam madeira de origem ilegal.

Ao todo, foram apreendidos mais de 50 mil metros cúbicos de madeira. As multas aplicadas ultrapassam R$ 500 mil.

As ações começaram no último dia 8 e continuam nas regiões das terras indígenas Alto Turiaçu, Awá e Turiaçu, que concentram parte dos remanescentes da Amazônia no Maranhão.

Segundo o Ibama, o objetivo é combater a extração ilegal de madeira e proteger os territórios indígenas da região. Fonte: G1-MA

Homem é condenado a 23 anos de prisão por matar ex-companheira em Imperatriz

O Tribunal do Júri de Imperatriz condenou, nesta quinta-feira (11), Eliezio da Silva Santos a 23 anos e dois meses de prisão pelo assassinato da ex-companheira, Marcilene Sousa Rodrigues. O crime aconteceu em janeiro de 2024, no bairro Mercadinho, em Imperatriz. Segundo as investigações, o réu perseguiu a vítima após o fim do relacionamento e a matou com um golpe de faca no pescoço.

A acusação foi conduzida pelo promotor de justiça Carlos Róstão, titular da 1ª Promotoria de Justiça Criminal de Imperatriz. Os jurados acolheram a tese do Ministério Público do Maranhão (MPMA) e condenaram o réu por feminicídio, reconhecendo as qualificadoras de motivo torpe, emboscada, recurso que dificultou a defesa da vítima, uso de meio cruel e asfixia.

As investigações apontaram que Marcilene já havia sido alvo de outras tentativas de feminicídio em Colinas, onde viveu com o réu por cerca de dois anos. Em duas ocasiões, Eliezio teria contratado um pistoleiro para matar a ex-companheira.

Após as ameaças, a vítima se mudou para Imperatriz e buscou abrigo na Casa da Mulher Maranhense. Depois de deixar o local, passou a morar em uma quitinete. Conforme a investigação, Eliezio descobriu o endereço da ex-companheira, alugou um imóvel no mesmo condomínio usando uma identidade falsa e, no dia do crime, a esperou voltar do trabalho para atacá-la.

Relembre o caso

 

Marcilene Sousa Rodrigues, de 36 anos, foi assassinada na noite de 1º de março de 2024, no bairro Mercadinho, em Imperatriz. Segundo a polícia, ela caminhava por uma rua da região quando foi abordada pelo autor do crime e atingida por um golpe de faca na garganta. A vítima morreu ainda no local.

O principal suspeito apontado pelas investigações era o ex-companheiro de Marcilene. A mulher havia deixado a cidade de Colinas poucos dias antes do crime, após o fim do relacionamento. De acordo com as investigações, ela já havia sido vítima de violência e de uma tentativa de feminicídio enquanto morava com o suspeito.

O caso foi investigado pela Polícia Civil como feminicídio. O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Imperatriz para os procedimentos periciais. Fonte: G1-MA

Mulher é presa suspeita de explorar a própria filha de 11 anos em Pinheiro, na Baixada Maranhense

Uma mulher foi presa preventivamente na tarde de quinta-feira (11), na cidade de Central do Maranhão, suspeita de explorar a própria filha, uma criança de 11 anos. Os fatos investigados ocorreram em Pinheiro, na região da Baixada Maranhense.

A prisão foi realizada por equipes da Delegacia Especial da Mulher de Pinheiro, com apoio da Delegacia Regional de Pinheiro.

Segundo a Polícia Civil do Maranhão, as investigações apontam que a criança era usada pela mãe para obter vantagem econômica e atender a interesses ilícitos.

De acordo com a apuração, a investigada, em vez de exercer o dever de proteção e cuidado, teria oferecido a filha a terceiros em troca de dinheiro e drogas.

As investigações também indicam que a criança era levada com frequência a festas onde havia consumo de bebidas alcoólicas. Além disso, ela permanecia em ambientes inadequados para a sua idade e chegou a apresentar sinais visíveis de embriaguez.

Após ser localizada e presa, a mulher foi encaminhada à Delegacia Especial da Mulher, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ela foi levada para uma unidade prisional e permanece à disposição da Justiça. Fonte: G1-MA

Terceiro suspeito de envolvimento na morte de empresário é preso em Imperatriz

A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) prendeu, na noite dessa sexta-feira (12), em ImperatrizGabriel Pereira Monteiro, terceiro suspeito de participação no assassinato do empresário Laércio Müller Rocha, de 32 anos. Ele foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização de exames cautelares.

Segundo a polícia, todos os alvos da investigação sobre a morte do empresário já estão à disposição do Poder Judiciário. Gabriel é filho de Thiago Guilherme Alves Monteiro, proprietário da casa onde o empresário foi visto pela última vez. Thiago e Yala Kananda Costa Alves, também investigados no caso, foram presos na noite de quinta-feira (11), na cidade de Tianguá, no Ceará.

Os três tiveram as prisões decretadas pela Justiça do Maranhão na quarta-feira (10). Segundo a Polícia Civil, eles estavam na casa onde o empresário foi visto pela última vez, em Imperatriz.

O corpo de Laércio foi sepultado nessa sexta-feira (12), no Cemitério Campo da Saudade, em Imperatriz. As circunstâncias da morte ainda são investigadas pela Delegacia de Homicídios. Ele deixou um filho de 7 anos. Fonte: G1-MA

Lula entrega 18 novos títulos de territórios quilombolas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta quinta-feira (11), no Distrito Federal, de um encontro de mulheres quilombolas e entregou 18 novos títulos de domínio para nove comunidades em seis estados.

O evento é organizado pela Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombola (Conaq), reúne cerca de 500 mulheres. Na pauta do encontro, está a luta por proteção territorial e por justiça climática.

Os territórios quilombolas são espaços rurais ou urbanos ocupados por comunidades negras, formadas por descendentes de pessoas escravizadas durante a colonização do Brasil. As áreas entregues finalizam um longo processo de regularização, abrangendo 11,6 mil hectares e beneficiando 1.780 famílias.

Em discurso, Lula lembrou que, historicamente, o Brasil não foi constituído para atender os mais vulneráveis.

“Esse país, durante séculos e séculos, tratou o povo negro, o povo pobre, o povo trabalhador, o povo da periferia como se nós fôssemos uma população inexistente, como se não existíssemos”, disse.

“O fim da escravidão não foi feito para melhorar a vida do povo negro, porque largaram a população na rua, sem emprego, sem saúde, sem educação, sem-terra, sem nada. Largaram para que o povo negro fosse chamado de vagabundo e fosse culpado de todas as mazelas que aconteciam nesse país. Então, recuperar a história da igualdade [racial] é uma luta gigante”, continuou.

Com a entrega dos títulos, segundo a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiavelli, foi alcançada a marca de 74 títulos emitidos na atual gestão de Lula, abrangendo uma área de 93 mil hectares e atendendo 8.317 famílias. O volume representa cerca de 34% de todos os títulos quilombolas já emitidos pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) na história do país.

A ministra destacou sobre a implementação de créditos para fomentar o desenvolvimento e a construção de moradias em uma das maiores comunidades quilombolas do país, o território Kalunga, entre o norte de Goiás e o sul do Tocantins.

“Junto com os títulos, vem o desenvolvimento. Em várias comunidades quilombolas, também já chegaram os créditos do Incra. São créditos que têm fomentado a produção, apoiado as mulheres e permitido a construção e reforma de casas. Hoje, vamos liberar mais R$ 19 milhões em crédito habitação para 200 famílias da comunidade Kalunga”, destacou.

Etapas prévias

Além da entrega de títulos, o governo federal avançou em etapas prévias de regularização fundiária de outros territórios quilombolas, incluindo quatro decretos de interesse social para 333 famílias em cerca de 897 hectares.

Os decretos contemplam os territórios Graciosa (BA), com 156 famílias e área de 606,7 hectares; Tapinoã-Prodígio (RJ), com 32 famílias e área de 114,8 hectares; Maria Joaquina (RJ), com 134 famílias e área de 165,1 hectares; e Morro do Boi (SC), com 11 famílias e área de 10,1 hectares.

Juntos, os processos somam cerca de R$ 14,5 milhões em valores estimados para desapropriação, que será a próxima etapa antes da emissão do título.

“A titulação dos territórios quilombolas é reparação histórica. São mais de 300 anos de escravidão, um crime que não terminou com a abolição, porque a opressão continuou e continua discriminando, continuou e continua o apagamento”, Maria Rosalina dos Santos, coordenadora executiva da Conaq.

Durante o evento, o Incra anunciou a publicação de uma portaria de reconhecimento do território Porto Leocádio (GO), beneficiando 20 famílias em uma área de 1,5 mil hectares. Também serão anunciados cinco novos Relatórios Técnicos de Identificação e Delimitação (RTIDs) para os territórios Brejão dos Aipins (PI), Baía Formosa (RJ), Sapatu (SP), Sítio Grossos (RN) e Engenho da Cruz (BA), contemplando cerca de 800 famílias e aproximadamente 22 mil hectares.

O RTID é um relatório histórico e antropológico da ocupação e define os marcos territoriais da área tradicionalmente ocupada por famílias quilombolas.

>> Confira a distribuição dos 18 títulos quilombolas concedidos, divididos por território:

  • Kalunga do Mimoso (Arraias e Paranã/TO): quatro títulos, beneficiando 250 famílias em 4.211 hectares;
  • Kalunga (Cavalcante, Monte Alegre e Teresina de Goiás/GO): dois títulos para 888 famílias, abrangendo 6.221 hectares;
  • Invernada dos Negros (Abdon Batista e Campos Novos/SC): cinco títulos para 84 famílias em 111 hectares;
  • Charco/Juçaral (São Vicente Férrer/MA): três títulos para 137 famílias em 690 hectares;
  • Mel da Pedreira (Macapá/AP): um título para 14 famílias em 127 hectares;
  • Nova Batalhinha (Bom Jesus da Lapa/BA): um título para 20 famílias em 67 hectares;
  • Mata de São Benedito (Itapecuru-Mirim/MA): um título para 35 famílias em 194 hectares;
  • Piqui/Santa Maria dos Pretos (Itapecuru-Mirim/MA): um título para 352 famílias em 51 hectares. Fonte: Agência Brasil

Polícia Federal rejeita segunda proposta de delação de Daniel Vorcaro

A Polícia Federal (PF) negou nesta quinta-feira (11) mais uma proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro. É a segunda proposta rejeitada pela corporação após Vorcaro ser preso no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura as fraudes no sistema financeiro do país.

A decisão da PF já foi comunicada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator das investigações. A Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda analisa a proposta de colaboração do banqueiro.

As razões pelas quais o acordo foi rejeitado estão em sigilo e não foram divulgadas pela corporação. 

No mês passado, ao rejeitar a proposta pela primeira vez, os investigadores da PF concluíram que o banqueiro não apresentou novidades em relação ao material que já foi apreendido e não assumiu que cometeu crimes.

No dia 4 de março, Vorcaro voltou a ser preso e foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, da PF, que investiga fraudes financeiras no Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao Governo do Distrito Federal (GDF). Desde então, ele tenta fechar um acordo de delação.

O banqueiro está preso em uma sala da Superintendência da PF em Brasília. Fonte: Agência Brasil

Acusado de matar namorada com tiro de espingarda é condenado a seis anos em regime semiaberto, na Paraíba

Yuri Ramos Coutinho Nóbrega, acusado de matar a namorada Luanna Alverga Ramalho Barbosa com um tiro de espingarda, foi condenado a seis anos de prisão em regime semiaberto pelo júri popular realizado pela Justiça da Paraíba, nesta quinta-feira (11), no Fórum Criminal de João Pessoa.

O julgamento se iniciou durante a manhã e se estendeu por quase 10 horas, e já durante a noite, após deliberação do conselho do júri, a sentença foi lida pela juíza Francilucy Rejane de Sousa Mota Brandão e os crimes atribuídos foram homicídio doloso simples, com dolo eventual.

A condenação a seis anos em regime semiaberto, conforme a Justiça, atende a algumas atenuantes estabelecidas, como: ele ser menor de idade na época do crime e ele ter confessado o assassinato. Essas atenuantes diminuíram a pena inicial estipulada em oito anos.

Na sentença, também foi citada pela juíza que a forma de cumprimento da prisão em regime semiaberto deve acontecer com o encaminhamento do condenado para um dos presídios de João Pessoa ou o estabelecimento de outros critérios de cumprimento de pena por outro juíz da Vara de Execuções Penais.

Yuri foi denunciado pela 3ª Vara Metropolitana do Tribunal do Júri e responde pelo crime ocorrido em 23 de julho de 2017. O caso é analisado por júri popular em João Pessoa, procedimento em que cidadãos decidem sobre a materialidade e a autoria do crime. Yuri Ramos já estava respondendo ao processo em liberdade.

Segundo os autos do processo, o disparo ocorreu por volta das 16h, dentro da residência do tio do réu, Ricardo Sérgio Coutinho Nóbrega, no Condomínio Arruda Câmara, no bairro do Róger, em João Pessoa. A denúncia aponta que Yuri Ramos efetuou um disparo de espingarda calibre 20, arma que pertencia ao tio.

Em depoimentos à polícia e em juízo, o réu admitiu ter feito o disparo, mas afirmou que o tiro foi acidental e que não teve intenção de matar.

Relembre o caso

 

Luanna Alverga foi morta com tiro de espingarda; namorado é o suspeito — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Luanna Alverga foi morta com tiro de espingarda; namorado é o suspeito — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Luanna Alverga Ramalho Barbosa, de 20 anos, morreu após ser atingida na cabeça por um tiro de espingarda durante uma festa de aniversário realizada na casa do namorado, no bairro do Róger, em João Pessoa.

No mesmo dia, Yuri se apresentou à Polícia Civil, admitiu ter efetuado o disparo, mas afirmou que o tiro foi acidental e que acreditava que a espingarda calibre 22 estava sem munição. Ele relatou que a arma pertencia ao tio e estava guardada em um quarto da casa.

Após a investigação inicial, o Ministério Público apresentou denúncia contra Yuri na segunda-feira (7), acusando-o de matar a namorada. Na denúncia, o MP também pediu a manutenção da prisão preventiva, em vigor desde o dia 24, um dia após o crime.

De acordo com a denúncia, o tiro foi disparado dentro da residência, durante a festa. O promotor solicitou a inclusão dos laudos periciais, como o exame no corpo da vítima, o toxicológico e a reconstituição.

Um laudo da Criminalística concluiu que o disparo não foi acidental do ponto de vista pericial. A perícia apontou que o gatilho foi acionado e que a distância entre o cano da arma e a cabeça da vítima era de cerca de 50 centímetros, considerada curta distância. Fonte: G1-PB