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Avanço do garimpo ilegal no Maranhão é de “extrema gravidade” e atrai trabalho escravo e tráfico de drogas, aponta MPF

O Ministério Público Federal (MPF) classificou como de “extrema gravidade” a situação do garimpo ilegal em Centro Novo do Maranhão e Centro do Guilherme, no oeste do estado. Os dois municípios são uma parte do avanço de vários crimes ligados à extração de minérios de forma clandestina no estado.

Segundo o órgão, a exploração de ouro ocorre sem controle efetivo do poder público e já deixa um rastro de contaminação por metais pesados que ameaça a saúde humana e o ecossistema da região do Gurupi, na divisa com o Pará.

Nas redes sociais, postagens em Centro Novo mostram garimpos funcionando livremente, com trabalhadores atuando de forma improvisada, sem equipamentos de segurança e com uso de produtos químicos em áreas abertas. Especialistas apontam que o cenário representa uma crise ambiental com impactos diretos sobre rios, peixes e comunidades locais.

Para o pesquisador e chefe do Departamento de Geociências da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Marcelino Silva, já há sinais concretos de contaminação ambiental na região.

“Em Centro Novo já há indícios de contaminação lá no riacho Cachoeira e também no rio Gurupi por mercúrio. (…) Essa constatação é preocupante porque no riacho Cachoeira, onde havia muito peixe, hoje não há mais e aqueles que existem já têm indícios de contaminação. Os sedimentos seguramente já estão contaminados”, declara.

 

Em um vídeo gravado em Centro do Guilherme, uma moradora relata o desaparecimento de peixes no rio Maracaçumé, fundamental para o abastecimento da cidade.

“Não é justo uma coisa dessas… nossa natureza, nosso rio todo sujo de água de garimpo. Aqui não tem um peixe sequer. Socorro, estamos pedindo ajuda”, relata.

A oceanógrafa e especialista em toxicologia aquática da UFMA, Mariana Basso, explicou os riscos do mercúrio utilizado no garimpo ilegal.

“No ambiente, o mercúrio pode se transformar em formas ainda mais tóxicas e se acumular no alimento. Em curto prazo, pode provocar irritações e intoxicações. Já a exposição prolongada pode afetar o sistema nervoso, pode causar alterações motoras, dificuldades de memória, problemas de aprendizado e outros efeitos neurológicos”.

Cenário já é conhecido

 

O procurador da República Alexandre Soares afirmou que o cenário já foi constatado em operações anteriores do MPF e que a Justiça Federal reconheceu falhas de fiscalização da Agência Nacional de Mineração (ANM).

“Nós temos ali a formação de verdadeiras crateras com pessoas trabalhando de forma amontoada com o uso de produtos químicos que são danosos à saúde e ao ambiente. Esse quadro já foi comprovado em operações anteriores realizadas pelo Ministério Público Federal e mais recentemente a Justiça Federal ratificou esse quadro inclusive com a condenação da Agência Nacional de Mineração pelas falhas de fiscalização naquela região”.

A região do Gurupi já vem sendo alvo de operações federais há pelo menos cinco anos. Em 2021, a Polícia Federal realizou uma das primeiras grandes ações contra o garimpo ilegal em Centro Novo do Maranhão, apreendendo máquinas e cumprindo cinco mandados de prisão, entre eles o do então prefeito Júnior Garimpeiro. Ele foi solto posteriormente e reeleito em 2024.

Em setembro do ano passado, a PF voltou ao município para apreender equipamentos usados no garimpo. Dois meses depois, o prefeito foi preso novamente em flagrante no Mato Grosso, transportando sacos com minério e resquícios de ouro. Atualmente, ele responde às investigações em liberdade.

Novas medidas

 

Em maio deste ano, o MPF abriu uma nova ação administrativa para ampliar a fiscalização na região. Mas um dos trechos do documento chama atenção porque aponta dificuldades do próprio Estado em combater o garimpo.

O documento aponta que a Justiça Federal já determinou a suspensão das atividades de mineração ilegal em Centro Novo do Maranhão, mas a Agência Nacional de Mineração alegou “impossibilidade técnica e material” para cumprir as ordens devido à ausência de apoio ostensivo das forças de segurança.

Em nota enviada à TV Mirante, a ANM informou que solicitou apoio da Polícia Federal e da Polícia Militar para uma operação conjunta, mas afirmou que “ainda não houve mobilização operacional suficiente para garantir segurança às equipes de fiscalização”. A agência também declarou que ações pontuais não seriam capazes de resolver o problema diante da magnitude e complexidade da atividade ilegal já estabelecida na área.

Além dos impactos ambientais, o MPF alerta para o avanço de outras práticas criminosas na região. De acordo com o órgão, áreas de garimpo em Centro Novo do Maranhão e Centro do Guilherme têm se tornado polos de atração para o tráfico de drogas, o tráfico de pessoas e o trabalho escravo.

Para o procurador Alexandre Soares, o principal desafio é ampliar a presença do Estado na região.

“O maior desafio, na verdade, não é um desafio que é tanto judicial, nem do Ministério Público. É um desafio, na verdade, que é do Estado brasileiro, que é de se fazer presente naquela região. Efetivamente, dar uma destinação adequada para aquele recurso minerário que ali existe, propiciando que ele seja explorado de uma forma racional, de uma forma ambientalmente adequada e com fiscalização”.

A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão informou que atua de forma permanente no combate aos crimes ambientais e ao crime organizado por meio da Operação Protetor do Bioma/Amazônia. Segundo a pasta, a força-tarefa reúne as polícias Civil e Militar, o Corpo de Bombeiros e o Centro Tático Aéreo, com ações recentes de apreensão de armas, drogas e abordagens na região da Amazônia Legal.

A Polícia Federal e a Prefeitura de Centro do Guilherme não responderam aos questionamentos da reportagem.

Já a Prefeitura de Centro Novo do Maranhão informou que realiza vistorias, ações educativas e monitoramento de áreas sensíveis, como rios e riachos. A gestão municipal também declarou que a Secretaria Municipal de Meio Ambiente está à disposição do Ministério Público Federal e da Polícia Federal para apoiar fiscalizações que são de responsabilidade da União. Fonte: G1-MA

Cinco foragidos da Justiça são presos com ajuda de reconhecimento facial durante o São João no MA

Cinco pessoas procuradas pela Justiça foram presas durante arraiais de São João em São Luís com ajuda de reconhecimento facial. As detenções ocorreram nos principais locais de festa e contaram com sistemas de videomonitoramento do Centro Integrado de Operações de Segurança (CIOPS).

As prisões ocorreram entre os dias 6 e 14 de junho, no Arraial do Ipem e no Bumba Meu São João, na área externa do Castelão. Os presos respondem por crimes como roubo, falta de pagamento de pensão alimentícia e violência contra a mulher.

Abordagens aconteceram em meio à programação junina

 

No dia 6 de junho, no Arraial do Ipem, o sistema da Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) identificou Gabriel Carvalho Souza. Ele tinha mandado de prisão por roubo qualificado, expedido pela 2ª Vara de Execuções Penais de São Luís. Após o alerta, a Polícia Militar abordou o suspeito e confirmou a identidade.

Também no Arraial do Ipem, em 11 de junho, foi identificado Salomão Ageu de Araújo Sousa. Ele tinha mandado de prisão por roubo, expedido pela 1ª Vara de Execuções Penais de São Luís. A Polícia Militar fez a abordagem após acionamento do Centro de Comando e Controle.

No dia 13 de junho, durante o Bumba Meu São João, na área externa do Castelão, o Sistema Medusa identificou Diego Luso Cardoso. Ele tinha mandado de prisão civil por dívida de pensão alimentícia, expedido pela 3ª Vara de Família de São Luís. O homem foi abordado e levado para cumprimento da ordem judicial.

No dia 14 de junho, também no Bumba Meu São João, o sistema identificou Carlos Diogo dos Santos Luz. Ele tinha mandado de prisão por ameaça no contexto da Lei Maria da Penha. Após a confirmação da identidade, ele foi preso e levado à delegacia.

No mesmo dia, no Arraial do Ipem, o sistema identificou Thiago Veloso Oliveiracondenado por roubo. Durante a abordagem, ele apresentou nome falso, dizendo ser o irmão. A identidade verdadeira foi confirmada pelo Sistema Hydra, com apoio da Superintendência Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Senarc) e da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic). Com isso, o mandado foi cumprido. Fonte: G1-MA

Buracos na BR-135 danificam veículos e causam transtornos em Bacabeira

Um motoqueiro e um motorista tiveram prejuízos após os pneus dos veículos estourarem ao passarem por um trecho com buracos na BR-135, em Bacabeira. Os casos aconteceram na manhã desta terça-feira (16), na altura da Vila Cearense.

Segundo Antônio Manoel de Jesus, que teve a motocicleta danificada, o trecho apresenta muitos buracos e problemas no pavimento, apesar de ter sido duplicado recentemente.

Pneu de moto estoura em trecho deteriorado da BR-135. — Foto: Foto: Juvêncio Martins/TV Mirante

Pneu de moto estoura em trecho deteriorado da BR-135. — Foto: Foto: Juvêncio Martins/TV Mirante

“Menos de dois anos. Uma estrada dessa duplicada e já está nesse estado. Muito buraco mesmo. É preciso o poder público vir aqui e olhar”, afirmou.

 

Além dos danos aos veículos, a situação provocou lentidão e filas no sentido interior do Maranhão, já que os motoristas precisavam reduzir a velocidade para desviar dos buracos.

O pedreiro Edvaldo Paiva também teve prejuízo. O pneu do carro dele estourou ao passar pelo mesmo trecho da rodovia.

Motoristas, caminhoneiros e motociclistas reclamam das condições da pista e cobram melhorias para evitar novos transtornos e acidentes.

O que diz o Dnit?

 

Em nota, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou que está adotando as medidas necessárias para contratar uma empresa responsável pela recuperação do trecho.

Segundo o órgão, os serviços definitivos para corrigir os problemas estruturais do pavimento devem começar em até 60 dias.

Leia, na íntegra, a nota do Dnit:

“O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informa que está adotando todas as medidas administrativas necessárias para a contratação de empresa especializada que será responsável pela execução dos serviços de correção dos problemas estruturais do pavimento no km 57 da BR-135/MA, no trecho localizado na Vila Cearense.

A expectativa é que, em até 60 dias, sejam iniciados os serviços definitivos de recuperação do segmento, proporcionando uma solução permanente para as ocorrências registradas no local”. Fonte: G1-MA

PRF apreende mais de 11 mil munições e prende homem na BR-230, em Balsas

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu mais de 11 mil munições e materiais usados para recarga durante uma fiscalização realizada na tarde desta terça-feira (16), na BR-230, em Balsas, no sul do Maranhão. Um homem foi preso em flagrante e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil.

Segundo a PRF, a abordagem aconteceu por volta das 12h30, durante uma ronda na rodovia. Os policiais pararam uma caminhonete para uma fiscalização de rotina e identificaram indícios que motivaram uma vistoria mais detalhada. Por isso, o veículo foi levado para a Unidade Operacional da PRF em Balsas.

Durante a inspeção no compartimento de carga, os agentes encontraram 11.520 munições de diferentes calibres. Também foram apreendidos 19 mil espoletas e 1.600 estojos utilizados na recarga de munições.

De acordo com a PRF, havia 2.940 munições de calibre .38, 2.960 de calibre .32 e 5.620 de calibre .22. Além disso, os policiais encontraram 600 estojos de calibre .32, 250 de calibre .28 e 750 de calibre .36.

Ao ser questionado, o motorista informou que recebeu a caminhonete já carregada em Imperatriz e que deveria entregar o material em um posto de combustíveis em São João dos Patos.

O homem foi preso em flagrante e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos cabíveis.

Segundo a PRF, o caso pode configurar o crime de comércio ilegal de arma de fogo, previsto no Estatuto do Desarmamento. Fonte: G1-MA

Concurso do IBGE: veja cargos, salários e como se inscrever para mais de 8 mil vagas

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) está com inscrições abertas para um novo processo seletivo simplificado voltado à realização do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola.

  • Ao todo, são oferecidas 8.238 vagas temporárias em cinco funções, com remunerações que variam entre R$ 2.128 e R$ 4.008, além de benefícios.

 

As oportunidades estão distribuídas por todo o país e abrangem atividades administrativas, operacionais, de supervisão e suporte tecnológico ligadas à execução da pesquisa.

As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela internet, no site do IBFC, responsável pela organização do processo. O prazo termina às 23h do dia 1º de julho. A taxa de inscrição é de R$ 53.

O edital prevê isenção da taxa para candidatos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e para doadores de medula óssea que atendam aos critérios estabelecidos.

Confira abaixo a relação de cargos, salários e número de vagas:

Além dos salários, os contratados terão direito a auxílio-alimentação de R$ 1.192, auxílio-transporte, auxílio pré-escolar, férias proporcionais e 13º salário proporcional.

Os aprovados serão contratados por tempo determinado para atuar na coleta de informações, supervisão de equipes, suporte administrativo e apoio tecnológico das operações censitárias.

  • O Censo Agropecuário é uma das principais pesquisas realizadas pelo IBGE e tem como objetivo reunir informações sobre a estrutura e a produção dos estabelecimentos rurais brasileiros. Os dados levantados ajudam a orientar políticas públicas, programas de financiamento e ações voltadas ao desenvolvimento do setor agropecuário.

 

Quem pode participar?

 

Todos os cargos exigem ensino médio completo. Além disso, os candidatos devem atender aos seguintes requisitos:

  • ter, no mínimo, 18 anos na data da contratação;
  • estar em dia com as obrigações eleitorais;
  • estar em dia com as obrigações militares, no caso dos candidatos do sexo masculino;
  • possuir aptidão física e mental para exercer a função;
  • atender aos demais requisitos previstos no edital.

 

Para os cargos de Agente Censitário Supervisor (ACS), Agente Censitário Regional (ACR) e Agente Operacional Regional (AOR), também é exigida Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria B válida.

Como será a prova?

 

seleção contará com uma prova objetiva de múltipla escolha composta por 60 questões. Os conteúdos cobrados incluem:

  • Língua Portuguesa;
  • Raciocínio Lógico;
  • Ética no Serviço Público;
  • Geografia;
  • conhecimentos específicos de cada cargo.

 

A prova terá duração de quatro horas e será aplicada no município escolhido pelo candidato durante a inscrição, no dia 27 de setembro.

Para ser aprovado, será necessário obter pelo menos 18 pontos no total da avaliação e acertar ao menos uma questão em cada disciplina exigida para a função pretendida.

O processo seletivo prevê reserva de vagas para grupos específicos:

  • 25% para pessoas pretas e pardas;
  • 5% para pessoas com deficiência;
  • 3% para indígenas;
  • 2% para quilombolas.

 

Os candidatos que optarem pelas vagas reservadas concorrerão simultaneamente na ampla concorrência e nas listas específicas de cotas, desde que cumpram os procedimentos de validação previstos no edital.

Quanto tempo dura o contrato?

 

Os aprovados serão contratados inicialmente por até 12 meses para atuar nas operações do Censo Agropecuário 2026.

Os contratos poderão ser prorrogados de acordo com as necessidades do IBGE e o andamento dos trabalhos de coleta de dados, respeitando o limite máximo de 48 meses previsto na legislação federal para contratações temporárias.

Durante o período de trabalho, os contratados passarão por avaliações periódicas de desempenho. Entre os critérios observados estão assiduidade, produtividade, cumprimento de prazos e qualidade das atividades executadas.

desligamento poderá ocorrer caso o profissional apresente desempenho considerado insuficiente.

Cadastro Reserva

 

Os candidatos aprovados além do número inicial de vagas formarão cadastro de reserva e poderão ser convocados posteriormente, de acordo com as necessidades do instituto ao longo da execução do Censo Agropecuário.

Na prática, isso significa que candidatos fora das vagas imediatas ainda podem ser chamados durante a vigência da seleção, caso surjam novas demandas ou desistências.

Cronograma

 

  • 12 de junho — Abertura das inscrições
  • 1º de julho — Encerramento das inscrições
  • 21 de setembro — Divulgação do cartão de convocação da prova
  • 27 de setembro — Aplicação da prova objetiva
  • 28 de setembro — Divulgação do gabarito preliminar
  • 3 de novembro — Resultado definitivo da prova objetiva
  • 18 de dezembro — Resultado final da seleção Fonte: G1-MA

Preso suspeito de matar homem a tiros de espingarda na zona rural de Coelho Neto no MA

Um homem de 57 anos foi preso suspeito de matar a tiros de espingarda Raimundo Custódio Júnior, de 52 anos, na segunda-feira (15), no povoado Bananalzinho, na zona rural de Coelho Neto, no Maranhão.

Segundo a polícia, a vítima não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. Raimundo estava na casa de um vizinho quando foi surpreendido pelo suspeito, que teria efetuado os disparos contra ele.

De acordo com testemunhas, o suspeito teria acusado a vítima de furtar uma moto e dinheiro de familiares dele há cerca de dois anos. A possível motivação do crime, no entanto, ainda é investigada pela polícia.

Ainda segundo a Polícia Militar do Maranhão, após ser acionada, a equipe iniciou buscas na região e conseguiu localizar o suspeito horas depois. Ele foi preso e uma espingarda artesanal, apontada como a arma utilizada no crime, foi apreendida.

O suspeito foi encaminhado para a Delegacia de Coelho Neto e deve ser levado ao sistema prisional. O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para os procedimentos legais. Fonte: G1-MA

AGU vai pedir para atuar em processo contra Moraes nos EUA

A Advocacia-Geral da União (AGU) informou nesta segunda-feira (15) que vai pedir à Justiça dos Estados Unidos para atuar no processo movido pelas redes sociais Rumble e Trump Media contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Em nota à imprensa, a AGU disse que o pedido de habilitação no processo vai permitir que o Estado brasileiro possa fazer a defesa de sua soberania na Justiça da Flórida, onde o caso está em tramitação.

“A medida tem por objetivo promover a defesa dos interesses do Estado Brasileiro e sustenta, sobretudo, que decisões judiciais proferidas pela Suprema Corte de nosso país não podem ser questionadas perante tribunais de Estados estrangeiros”, declarou o órgão.

No entendimento da AGU, agentes públicos não podem ser alvo direto do Judiciário de outros países sem o consentimento do Estado brasileiro.

“O Brasil não consentiu e não consentirá com a apreciação de decisões de nossa Suprema Corte por juízes de outro país. Decisões judiciais brasileiras devem ser cumpridas ou questionadas perante nossos próprios tribunais, de acordo com a lei processual vigente no Brasil”, disse a AGU.

No processo que tramita nos Estados Unidos, as redes Rumble e Trump Media acusam Moraes de determinar a suspensão de perfis de brasileiros que moram nos Estados Unidos, entre eles o blogueiro Allan dos Santos.

As plataformas alegam que a Constituição dos Estados Unidos garante a liberdade de expressão irrestrita de ideias e opiniões. Dessa forma, medidas contra cidadãos e residentes para determinar a retirada de postagens configurariam censura.

As medidas foram determinadas porque os alvos são acusados de ataques antidemocráticos contra o Supremo.

Notificação

No mês passado, a Justiça norte-americana determinou que Moraes seja intimado por e-mail para se defender no processo.

A medida foi tomada após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negar um pedido do Rumble para notificar Moraes por meio de uma carta rogatória, instrumento jurídico usado para notificar quem mora no exterior. Por lei, cabe ao STJ autorizar esse tipo de procedimento. Fonte: Agência Brasil

Tarifaço: Moraes nega adiar julgamento de Eduardo Bolsonaro no STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta segunda-feira (15) pedido para adiar o julgamento da ação penal em que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) é réu pela acusação de coação no curso do processo. O caso trata da articulação de Eduardo para promover o tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras.

O caso será julgado nesta terça-feira (16) pela Primeira Turma do tribunal, que é formada pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, além de Moraes, relator do processo.

O adiamento foi solicitado pela Defensoria Pública da União (DPU), órgão que atua na defesa do ex-parlamentar.

Entre os argumentos apresentados, o órgão alegou que turma está com quatro dos cinco ministros desde a transferência de Luiz Fux para a Segunda Turma no ano passado. Para a DPU, um ministro deve ser convocado para compor o julgamento.

Ao negar o pedido de adiamento, Moraes disse que o regimento interno da Corte definiu que as turmas podem funcionar com quórum mínimo de três ministros.

“Não há, portanto, qualquer violação aos princípios do juiz natural e da colegialidade no julgamento da presente ação penal, em ampla observância aos princípios constitucionais, ao Regimento Interno deste Supremo Tribunal Federal e às normas processuais”, afirmou Moraes.

Tarifaço

Em novembro do ano passado, o STF aceitou denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) no inquérito que apurou a atuação de Eduardo Bolsonaro junto ao governo dos Estados Unidos para promover o tarifaço contra as exportações brasileiras, a suspensão de vistos de ministros do governo federal e de ministros da Corte.

Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

Antes de liberar o caso para julgamento, Alexandre de Moraes determinou a notificação do ex-deputado por edital, mas ele não foi encontrado nem indicou advogado particular.

Diante da situação, o ministro autorizou que a defesa seja realizada pela DPU. 

Nas alegações finais apresentadas ao Supremo, o órgão defendeu a anulação do processo e disse que Moraes não pode julgar o caso poder ter sido vítima do cancelamento de vistos e das sanções financeiras oriundas da Lei Magnitsky.

“Aqui o julgador é, ao mesmo tempo, a principal vítima das condutas que é chamado a julgar”, disse a DPU.  Fonte: Agência Brasil

PGR rejeita nova proposta de delação de Vorcaro

A Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeitou nesta segunda-feira (15) a segunda proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado pela Polícia Federal por fraudes no sistema financeiro do país.

A decisão já foi comunicada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator das investigações.

Com a rejeição da PGR, a segunda tentativa de Vorcaro de assinar um acordo de colaboração está totalmente encerrada. No mês passado, a proposta foi negada pela primeira vez.

Na semana passada, a Polícia Federal (PF) também rejeitou a segunda proposta. Os investigadores concluíram que o banqueiro não apresentou novidades em relação ao material que já foi apreendido e não assumiu que cometeu crimes.

No dia 4 de março, Vorcaro voltou a ser preso e foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, da PF, que investiga fraudes financeiras no Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao Governo do Distrito Federal (GDF). Desde então, ele tenta fechar um acordo de delação.

O banqueiro está preso em uma sala da Superintendência da PF em Brasília. Fonte: Agência Brasil

Mulher é presa por estelionato em Santa Quitéria do Maranhão

Na última sexta-feira (12), em Santa Quitéria do Maranhão, a cerca de 350 km de São Luís, uma ação integrada entre a Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) e a Polícia Militar do Maranhão (PM-MA) resultou na prisão de uma mulher investigada por estelionato qualificado. O crime teria sido praticado no município de Maracaçumé, localizado a cerca de 470 km da capital.

De acordo com as investigações, a suspeita integrava uma associação criminosa que utilizava uma empresa de fachada para atrair vítimas. O principal alvo do grupo eram pessoas idosas e em situação de hipervulnerabilidade.

Segundo a polícia, o golpe consistia em coletar a biometria facial das vítimas sob falsos pretextos. Em seguida, os criminosos contratavam empréstimos bancários de altos valores em nome delas. O dinheiro obtido era imediatamente desviado e distribuído por meio de transferências eletrônicas via PIX.

Ainda de acordo com a polícia, a investigada fugiu de Maracaçumé e passou à condição de foragida da Justiça. As investigações apontaram que ela estava escondida em Santa Quitéria do Maranhão, onde já era investigada pela delegacia local por suposto envolvimento com associação para o tráfico de drogas.

A partir da troca de informações entre as delegacias de Santa Quitéria e Maracaçumé, os policiais identificaram o paradeiro da suspeita. Com o apoio da PM-MA, a equipe realizou a abordagem e efetuou a prisão da investigada em uma via pública da cidade.

Após ser conduzida à delegacia para os procedimentos legais, a mulher será encaminhada para a Unidade Prisional de Ressocialização (UPR) de Chapadinha, onde permanecerá à disposição da Justiça. Fonte: G1-MA