Blog do Walison - Em Tempo Real

Agente penitenciário é baleado enquanto acompanhava detentos em Porto Franco, no MA

Um agente penitenciário foi baleado na tarde de terça-feira (12) após um ataque a tiros na fábrica de bloquetes da Unidade de Ressocialização de Porto Franco, no sul do Maranhão. O crime aconteceu por volta das 14h, enquanto o servidor acompanhava detentos que trabalhavam no local.

A ação foi registrada por uma câmera de segurança (assista na reportagem acima). Segundo informações preliminares, dois homens chegaram em uma moto e efetuaram disparos. Os tiros quase atingiram os detentos que estavam próximos ao agente.

O agente foi atingido em uma das pernas e socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), sendo levado ao Hospital Municipal de Porto Franco. Após o primeiro atendimento, ele foi transferido para Imperatriz com o apoio de um helicóptero do Centro Tático Aéreo (CTA). Ele passou por cirurgia e segue em recuperação.

Após o ataque, os suspeitos fugiram. A Polícia Militar do Maranhão (PMMA) e a Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) fizeram buscas e prenderam um dos envolvidos horas depois.

O suspeito preso foi identificado como Orleans Borges Nonato Ambrósio. Segundo a polícia, ele tem várias passagens e foi reconhecido por um detento como o piloto da moto usada no ataque.

A Polícia Civil segue em busca do segundo suspeito, apontado como o autor dos disparos, e investiga a motivação do crime.

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informou que presta apoio ao agente. Fonte: G1-MA

Governo promete reverter veto da UE a carnes e animais brasileiros

O governo brasileiro afirmou nesta terça-feira (12) ter recebido “com surpresa” a decisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal destinados ao consumo humano para o bloco europeu a partir de setembro deste ano.

A manifestação foi feita em nota conjunta divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, pelo Ministério da Agricultura e Pecuária e pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

A nota afirma que o Brasil adotará “todas as medidas necessárias” para reverter a decisão e garantir a continuidade das vendas ao mercado europeu.

“O Governo do Brasil tomará prontamente todas as medidas necessárias para reverter essa decisão, voltar à lista de países autorizados e garantir o fluxo de vendas desses produtos para o mercado europeu”, destaca o comunicado.

Reunião marcada

O governo informou que o chefe da delegação brasileira junto à União Europeia já tem uma reunião agendada para esta quarta-feira (13) com autoridades sanitárias europeias.

O objetivo do encontro será buscar esclarecimentos sobre os motivos da exclusão do Brasil da lista de exportadores autorizados.

A decisão da União Europeia foi justificada pelo bloco europeu com base em regras relacionadas ao controle do uso de antimicrobianos na pecuária.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Exportações mantidas

Segundo o texto, a decisão foi tomada após votação realizada no Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia, responsável por atualizar a lista de países aptos a exportar produtos de origem animal para a União Europeia.

O governo ressaltou que, apesar da decisão, as exportações brasileiras seguem ocorrendo normalmente no momento e que a medida europeia só deve entrar em vigor em 3 de setembro de 2026.

Defesa sanitária

Na nota oficial, o governo brasileiro defendeu a qualidade do sistema sanitário nacional e destacou o histórico das exportações agropecuárias brasileiras.

Segundo o comunicado, o Brasil possui um sistema sanitário “robusto e de qualidade internacional reconhecida” e é atualmente o maior exportador mundial de proteínas de origem animal.

O governo também ressaltou que o país fornece produtos agrícolas ao mercado europeu há cerca de 40 anos.  Fonte: Agência Brasil

Fim da “taxa das blusinhas” preocupa indústria; plataformas apoiam

A decisão do governo federal de zerar o imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecida como “taxa das blusinhas”, provocou reação imediata de entidades da indústria e do varejo e das plataformas de comércio internacional.

A medida foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e passa a valer a partir desta quarta-feira (13), mantendo apenas a cobrança de 20% do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), tributo estadual, sobre as encomendas.

Em nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou que a medida cria uma vantagem para fabricantes estrangeiros em detrimento da produção nacional. Em nota, a entidade declarou que a decisão representa “uma vantagem concedida a indústrias estrangeiras em detrimento do setor produtivo nacional”.

A CNI avalia que o impacto será maior sobre micro e pequenas empresas e poderá provocar perda de empregos.

Em nota, o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV) informou que a revogação amplia a desigualdade tributária entre produtos nacionais e importados. A entidade alertou para o risco de redução nas vendas do varejo brasileiro, sobretudo entre pequenas e médias empresas, diante da concorrência com produtos importados. De acordo com o IDV, a medida pode provocar queda na reposição de estoques, afetar a indústria nacional e levar ao fechamento de fábricas ou transferência de produção para países vizinhos.

Segundo a entidade, após a criação da tributação sobre compras internacionais, o varejo registrou a abertura de 107 mil empregos no primeiro ano, além de aumento de investimentos e produtividade. “O fim do Imposto de Importação na venda cross border acarretará riscos para a economia, cujas consequências poderão comprometer a viabilidade das empresas e o emprego de milhares de trabalhadores”, concluiu o instituto.

A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) classificou a revogação da cobrança como “extremamente equivocada”. Segundo a entidade, a medida amplia a desigualdade tributária entre empresas brasileiras e plataformas internacionais.

“É inadmissível que empresas brasileiras arquem com elevada carga tributária, juros reais altíssimos e custos regulatórios enquanto concorrentes estrangeiros recebem vantagens ainda maiores para acessar o mercado nacional”, afirmou a Abit.

A associação também argumentou que a decisão pode afetar a arrecadação pública. Dados da Receita Federal apontam que, entre janeiro e abril de 2026, o imposto arrecadou R$ 1,78 bilhão, alta de 25% em relação ao mesmo período do ano passado.

A Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex) disse “repudiar com veemência” o fim da tributação. Para a entidade, a medida representa “um grave retrocesso econômico e um ataque direto à indústria, ao varejo nacional e aos 18 milhões de empregos gerados no Brasil” e pode “penalizar as empresas brasileiras, especialmente as micros e pequenas, que produzem, empregam e sustentam a arrecadação do país”.

A entidade defendeu a criação de medidas compensatórias para evitar fechamento de empresas e perda de postos de trabalho.

A Frente Parlamentar Mista em Defesa da Propriedade Intelectual e Combate à Pirataria também criticou a decisão.

“Não existe competitividade quando o empresário brasileiro paga impostos altos e o produto importado entra sem tributação. Isso prejudica empregos, produção nacional e o comércio formal”, declarou o presidente da frente, deputado Júlio Lopes (PP-RJ).

Apoio das plataformas

Na direção oposta, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) comemorou o fim da cobrança.

A entidade, que reúne empresas como Amazon, Alibaba, Shein e 99, afirmou que a tributação era “extremamente regressiva” e reduzia o poder de compra das classes C, D e E.

Segundo a Amobitec, a chamada “taxa das blusinhas” aprofundava a desigualdade social no acesso ao consumo e não cumpriu a promessa de fortalecer a competitividade da indústria nacional.

Fim da cobrança

A cobrança de 20% havia sido criada em 2024 no âmbito do programa Remessa Conforme, voltado a regulamentar compras internacionais em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress.

Para compras acima de US$ 50, segue mantida a tributação de 60%.

No ato de assinatura da MP que acaba com o imposto, o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, explicou que foi possível zerar o imposto após três anos de combate ao contrabando e maior regularização do setor.

*Matéria alterada às 6h44 do dia 13/5 para incluir o posicionamento do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV). Fonte: Agência Brasil

União Europeia veta compra de carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia anunciou nesta terça-feira (12) a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes e produtos de origem animal para o bloco europeu. 

A medida passa a valer em 3 de setembro e foi tomada porque, segundo as autoridades europeias, o Brasil não apresentou garantias suficientes sobre o controle do uso de antimicrobianos na pecuária.

Na prática, isso significa que produtos brasileiros como carne bovina, carne de frango, ovos, mel, peixes e animais vivos destinados à alimentação poderão deixar de entrar no mercado europeu caso o governo brasileiro não consiga atender às exigências sanitárias até a data-limite.

A decisão foi confirmada pela Comissão Europeia e ainda precisa ser formalizada no diário oficial da União Europeia para produzir efeitos legais definitivos.

A União Europeia mantém uma lista de países considerados aptos a exportar produtos de origem animal ao bloco. Para integrar essa relação, cada país precisa comprovar que segue as normas sanitárias europeias.

O Brasil estava autorizado até agora, mas acabou retirado da lista após a revisão das regras ligadas ao uso de antimicrobianos na criação animal.

Outros países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, permaneceram autorizados a exportar normalmente para o bloco europeu.

Entenda substâncias

Antimicrobianos são medicamentos usados para combater microrganismos como bactérias, vírus, fungos e parasitas. Na pecuária, essas substâncias podem servir tanto para tratar doenças quanto para estimular o crescimento dos animais e aumentar a produtividade.

A União Europeia proíbe especialmente o uso de antimicrobianos que também são importantes para tratamentos médicos em humanos. O objetivo é evitar a chamada resistência antimicrobiana, situação em que bactérias passam a resistir aos medicamentos.

Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

O bloco europeu considera que o Brasil ainda não demonstrou de forma suficiente que essas substâncias deixaram de ser usadas ao longo de toda a cadeia produtiva animal destinada à exportação.

Como afeta o Brasil

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

Além da carne bovina, a medida pode afetar exportações de aves, ovos, mel, peixes, equinos e produtos derivados de origem animal.

O problema não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados.

Caminhos possíveis

Em abril, o governo brasileiro publicou uma portaria proibindo parte dos antimicrobianos utilizados como melhoradores de desempenho animal. Mesmo assim, a União Europeia avalia que ainda faltam garantias adicionais.

O Brasil tem dois caminhos para reverter a situação: ampliar as restrições legais aos medicamentos restantes ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam essas substâncias.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Setor reage

Entidades do agronegócio brasileiro afirmaram que trabalham em conjunto com o Ministério da Agricultura para atender às exigências europeias antes da entrada em vigor da medida.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) afirmou que o Brasil continua habilitado a exportar carne bovina ao mercado europeu até setembro e disse que o setor tem sistemas robustos de controle sanitário e rastreabilidade.

Já a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) declarou que o país cumpre as normas internacionais e prestará esclarecimentos técnicos às autoridades europeias.

Representantes do setor de mel também criticaram a decisão. Segundo a Associação Brasileira dos Exportadores de Mel, o Brasil é um dos maiores produtores de mel orgânico do mundo e não haveria justificativa técnica para restrições ao produto.

Pressão europeia

A decisão ocorre poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, tema que enfrenta resistência de agricultores europeus, especialmente na França. Na segunda-feira (11), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) anunciou que o Brasil tinha começado a exportar carnes bovina e de aves ao mercado europeu com alíquota zero, por causa do regime de cotas do acordo.

Apesar disso, a medida sanitária não faz parte diretamente do acordo comercial. As regras sobre antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo.

O comissário europeu para Agricultura, Christophe Hansen, afirmou nesta terça que os produtores europeus seguem regras sanitárias rigorosas e que os produtos importados precisam obedecer aos mesmos padrões.

* com informações da Agência Lusa Fonte: Agência Brasil

Lula assina MP e zera “taxa das blusinhas”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta terça-feira (12), uma Medida Provisória (MP) para acabar com a cobrança de 20% de Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50, apelidada de “taxa das blusinhas”.  

A Medida Provisória deve ser publicada em edição extraordinária do Diário Oficial ainda hoje.

No ato de assinatura oficial, o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, explicou que foi possível zerar o imposto após três anos de combate ao contrabando e maior regularização do setor.

“O contrabando, que era uma marca presente nesse setor, foi eliminado. Agora, o setor regularizado vai poder usufruir dessa isenção sobre esses produtos”, afirmou.

Para o secretário, a decisão vai beneficiar a população de baixa renda que utiliza plataformas para adquirir produtos.

“Não é só blusinha”

A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, destacou que, apesar do apelido, as compras internacionais desse valor são diversificadas, não apenas de roupas.

“Não é só roupa. Há um conjunto de outros bens que são comprados, todos de valor pequeno”, afirmou.

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que zerar as taxas federais dessas compras melhora o perfil da nossa tributação.

“Os números mostram que a maior parte das compras, de fato, é de baixo valor. Está associado ao consumo popular”.

A chamada “taxa das blusinhas” entrou em vigor em agosto de 2024, dentro do programa “Remessa Conforme”, criado para regulamentar o comércio eletrônico internacional.

Na prática, o imposto era cobrado no momento da compra, para aumentar a fiscalização e a redução de fraudes. Fonte: Agência Brasil

Cachorro reconhece voz de tutor e é encontrado após 11 dias desaparecido no PI: ‘parou, olhou e veio correndo’

O cachorro Super, da raça beagle, foi encontrado na manhã desta terça-feira (12), na região da Universidade Federal do Piauí (UFPI), no bairro Ininga, Zona Leste de Teresina. O animal estava desaparecido desde 1º de maio e ficou 11 dias fora de casa. Ele foi localizado após mobilização da família, com ajuda de um segurança do local.

Segundo o tutor, o policial militar Carlos Rafael Sousa Rebelo, o cachorro estava assustado e chegou a fugir ao ver pessoas. No entanto, reconheceu a voz do dono e correu em sua direção.

“Na hora que eu chamei, ele parou, olhou e veio correndo pra mim”, relatou.

O animal estava bastante magro, com sinais de sede e fome. Além disso, Super apresenta queimaduras nas patas, possivelmente por ter andado longas distâncias no asfalto quente.

Após o resgate, o cachorro foi levado a um pet shop, onde recebeu os primeiros cuidados. Ele também tem consulta veterinária marcada para uma avaliação completa.

Apesar do estado físico, o tutor afirma que o animal está bem e já demonstra alívio por estar em casa.

“Mas a gente percebe que ele está bem aliviado, porque foram 12, 13 dias fora de casa e ele está bem relaxado agora, está em casa dormindo. Então ele já está custando bastante”, disse Carlos.

 

O tutor também confirmou que vai dividir a recompensa de R$ 1 mil entre cinco pessoas que ajudaram nas buscas e no resgate.

O cachorro é considerado parte da família e foi um presente para o filho do policial. “Ele é o melhor amigo do meu filho. Com certeza ele vai ficar muito feliz”, disse. Fonte: G1-PI *Yngridy Vieira, estagiária sob supervisão de Ilanna Serena.

Criminosos se passam por promotores e oficiais de Justiça para aplicar golpes no Piauí; TJ alerta

Golpistas estão utilizando nomes de promotores e oficiais de justiça para aplicar golpes no Piauí, segundo o Tribunal de Justiça do Estado. Um alerta foi divulgado pelo órgão na segunda-feira (11).

Para enganar e conseguir dinheiro e dados das vítimas, os golpistas simulam comunicações oficiais. De acordo com o TJPI, nomes como “Maria Alice” e “Marcos Araújo”, além de dados de processos ainda em trâmite, foram utilizados nas abordagens criminosas.

O órgão reforçou, por meio da Conselho Permanente de Segurança Institucional (CSI), que a comunicação jurisdicional é realizada exclusivamente pelos canais de atendimento disponibilizados no site oficial.

“A Justiça piauiense orienta que os jurisdicionados não realizem pagamentos, não compartilhem dados pessoais e não forneçam informações processuais sem a devida confirmação da autenticidade do contato”, completou.

Em situações suspeitas, a ocorrência deve ser registrada junto às autoridades competentes e o fato precisa ser comunicado ao TJPI.

g1 buscou o TJPI para saber se algum Boletim de Ocorrência foi registrado sobre a situação e aguarda um posicionamento. Fonte: G1-PI

Paraíba registra mais de 2,3 mil casos de dengue em 2026

A Paraíba registrou 2.398 casos prováveis de dengue em 2026. Também foi confirmada uma morte pela doença. Os dados são do boletim epidemiológico divulgado nesta terça-feira (12) pela Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB).

No total, o estado contabilizou 2.489 casos prováveis de arboviroses neste ano. Além da dengue, foram registrados 88 casos de chikungunya e três de zika.

As maiores incidências se concentram na 1ª, 7ª e 11ª Regiões de Saúde, que abrangem municípios como João Pessoa, Mamanguape, Itaporanga, Princesa Isabel, Tavares e Juru.

Segundo a SES, a morte confirmada por dengue é de um homem adulto jovem, com comorbidades, que apresentou sinais de alerta e evoluiu para óbito. Além desse caso, outros oito óbitos seguem em investigação para a doença no estado.

A responsável técnica pelas arboviroses da SES, Carla Jaciara Jaruzo, explicou que, mesmo em um cenário de menor sazonalidade, a dengue continua concentrando a maior parte das notificações.

“Hoje, mais de 96% dos casos prováveis de arboviroses na Paraíba são de dengue. Por isso, é importante que a população fique atenta a sintomas como febre, dor abdominal, náuseas e vômitos persistentes, buscando atendimento de forma oportuna para evitar o agravamento dos casos”,

 

Para conter o avanço das arboviroses, o estado tem adotado medidas como uso de fumacê em áreas prioritárias, capacitação para aplicação de larvicidas, implantação de ovitrampas e fortalecimento da vigilância entomológica em parceria com os municípios.

A SES reforça que a principal forma de prevenção segue sendo a eliminação de água parada, com ações simples que ajudam a reduzir os focos do mosquito transmissor. Fonte: G1-PB

Eliminação de concorrentes e anulação de licitações: investigação detalha esquema entre empresa e prefeitura de Cabedelo que desviou R$ 270 milhões

Uma investigação do Ministério Público da Paraíba (MPPB), através do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) e também da Polícia Federal, apontou suspeitas de irregularidades envolvendo aditivos de contratos milionários firmados pela Prefeitura de Cabedelo, de acordo com o documento que a Rede Paraíba teve acesso. Entre as irregularidades apontadas estão: renovação sucessiva de acordos e aumento expressivo dos valores pagos à empresa ao longo dos últimos anos.

Segundo a representação do MP e da PF apresentada ao desembargador Ricardo Vital de Almeida, do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), que autorizou uma operação da Polícia Federal que cumpriu mandos de busca e apreensão contra integrantes da organização e também afastou o ex-prefeito interino de Cabedelo do cargo, Edvaldo Neto, os contratos com a empresa Lemon teriam sido mantidos por meio de “pregões (licitações) repetidos, aditamentos (renovações de contratos) e concentração de recursos públicos no mesmo grupo empresarial”.

O esquema, de acordo com investigação dos órgãos, contratava empresas terceirizadas para o poder público, com intuito de empregar pessoas ligadas à facção criminosa na cidade e colocá-las dentro da administração para desviar recursos. Na prática, esses recursos destinados ao pagamento dos postos de trabalho terceirizados voltavam aos líderes da organização e aos agentes politicos na forma de propina.

Um dos principais pontos destacados pelos investigadores envolve um contrato de 2020, originado a partir de uma licitação em 2019. De acordo com o documento, o contrato teve vigência iniciada em 16 de janeiro de 2020 e permaneceu válido até 15 de janeiro de 2026 após a celebração de 11 aditivos consecutivos.

Ainda conforme a investigação, o valor inicial do contrato era de R$ 14.914.000,00. Após aditivos e supressões que somaram R$ 13.879.381,14, o montante final pago chegou a R$ 28.793.381,14. O MP afirma que o crescimento contratual representou um acréscimo de 93,06% ao longo de 72 meses, enquanto a inflação medida pelo IPCA no mesmo período teria sido de 38,2%.

Outro trecho da investigação do MP trata de um contrato firmado em 6 de fevereiro de 2024 após uma licitação em 2023. O órgão também encontrou as seguintes irregularidades:

  • O contrato foi celebrado no valor de R$ 9.297.419,88, com pagamento mensal de R$ 774.784,99 para prestação de serviços terceirizados destinados às unidades de saúde municipais;
  • A investigação aponta que o contrato foi prorrogado em 6 de fevereiro de 2025 por mais 12 meses. Segundo a PF e o Gaeco, a renovação ocorreu um dia após a inabilitação de uma empresa concorrente da Lemon, em um pregão eletrônico que resultaria na vitória da Lemon.

 

No documento, o MPF afirma que o procedimento garantiu a “eternização da Lemon à frente do mencionado objeto de prestação de serviços” e cita “indícios de prévio ajuste entre os gestores públicos e representantes da LEMON para direcionamento do contrato”.

Também segundo o documento, considerando valores já empenhados entre agosto de 2019 e janeiro de 2026, além de possíveis renovações futuras permitidas por lei, o potencial de recursos destinados às empresas poderia alcançar R$ 273.407.871,08.

Além das suspeitas relacionadas aos contratos, a investigação menciona depoimentos que apontam para a existência de uma suposta “folha paralela” operacionalizada por meio da estrutura da Lemon.

Segundo o documento, o depoimento de Ariadna Thalia apontou que pessoas ligadas à facção criminosa Comando Vermelho teriam recebido aumentos artificiais de salários para gerar excedentes financeiros destinados ao pagamento de integrantes do grupo.

Prefeitura iniciou processo para romper contrato com a empresa

 

De acordo com o atual prefeito interino da cidade, José Pereira, que assumiu após o afastamento de Edvaldo Neto, o processo de rompimento contratual vai ser feito de forma gradual, com objetivo de não interromper os serviços municipais abruptamente. Cerca de 700 pessoas são empregadas pela empresa e prestam serviços terceirizados para a administração municipal atualmente.

Integrante de facção criminosa apontou ‘acordo’ com ex-prefeito

Identificada como chefe do núcleo de lavagem de dinheiro do Comando Vermelho na Paraíba, Ariadna Thalia, presa em dezembro do ano passado, disse em depoimento que o ex-prefeito de Cabedelo, Vitor Hugo, atuou para manutenção do esquema que desviou mais de R$ 270 milhões, e que também afastou o prefeito interino Edvaldo Neto no mês passado. Veja o vídeo acima.

O esquema, de acordo com investigação da Polícia Federal, contratava empresas terceirizadas para o poder público, com intuito de empregar pessoas ligadas à facção criminosa na cidade e colocá-las dentro da administração para desviar recursos. Na prática, esses recursos destinados ao pagamento dos postos de trabalho terceirizados voltavam aos líderes da organização e aos agentes politicos na forma de propina.

Rede Paraíba teve acesso ao depoimento completo de Ariadna após a prisão dela. As informações foram prestadas por ela à polícia e ao Ministério Público da Paraíba (MPPB), e foram utilizadas como base pelo desembargador Ricardo Vital de Almeida, do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), para autorizar o afastamento do então prefeito interino de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), e também de vários mandados de busca e apreensão contra pessoas ligadas ao crime organizado e também da administração pública da cidade.

Ela relatou que em dezembro de 2024, uma operação da Polícia Federal, a “En Passant”, interferiu no esquema e gerou demissões de funcionários da empresa Lemon, contratados de forma terceirizada após a indicação de chefes do Comando Vermelho, entre eles, Flávio de Lima Monteiro, o Fatoka, um dos criminosos mais procurados do Brasil, pela lista do Ministério da Justiça. Na época, Vitor Hugo era o prefeito e em janeiro de 2025, André Coutinho, assume a prefeitura.

“Teve a operação, foi avisado que as pessoas iam ser demitidas. (Quem assinou foi) o atual prefeito, na época, já era o André (Coutinho). E era um acordo do Vitor Hugo, mas esse acordo foi firmado e permanecido com o André, até a data da operação. Quando teve a operação, ele ficou com medo, acho, de chegarem até a ele também e o (André) rompeu o acordo. Aí ele rompeu o acordo e tirou todas as pessoas que eram ligadas à facção e às indicações de Fatoka”, disse ela.

 

Depois da quebra do acordo e as demissões, Ariadna disse para a Justiça que o chefe da facção criminosa, Fatoka, cobrou de Vitor Hugo para que o esquema fosse mantido. Segundo ela, Vitor Hugo informou que “uma pessoa dele” assumiria a prefeitura para manter o esquema funcionando. André Coutinho foi afastado do cargo público em dezembro de 2025. Edvaldo Neto assumiu interinamente no mesmo mês e Vitor Hugo já não era mais prefeito naquela época.

“Sim, ele se recusa (André). Na verdade, ele não faz parte, nem ele, nem a vice (Camila Holanda), não concordaram com o esquema. Aí o Vitor já tinha avisado que ia ter esse rompimento e que a pessoa que iria assumir a prefeitura era uma pessoa dele. E tudo iria voltar. Mas não iria voltar tudo de uma vez. Iria voltar aos poucos, as contratações”, disse.

 

Ariadna também diz que quando Edvaldo Neto assume interinamente, o esquema é, de fato, retomado parcialmente, com algumas contratações e que, em troca desse aparelhamento de pessoas na prefeitura, a facção criminosa garantia para o então prefeito interino que opositores políticos não fizessem campanha eleitoral para a Eleição Suplementar de Cabedelo, ocorrida em 12 de abril, nos territórios dominados por ela.

“(O esquema acontecia em troca) do domínio territorial. (A facção) dominava a cidade toda, tudo. (Fatoka) ele dita o político que vai entrar na comunidade, quem pode fazer campanha, quem não pode, os votos, o apoio das pessoas, principalmente das comunidades (…) Inclusive, o Wallber (Virgolino) não faz campanha”, contou.

 

Ela também explicou que apenas a comunidade do bairro Renascer não é dominada territorialmente pelo Comando Vermelho, através do braço “Tropa do Amigão”. Ricardo Vital tratou o depoimento de Ariadna como sendo importante para o desenrolar da decisão judicial.

O que dizem os citados

 

Rede Paraíba entrou em contato com Vitor Hugo, André Coutinho e Edvaldo Neto, ex-prefeitos de Cabedelo, assim como a ex-vice-prefeita Camila Holanda, e também a empresa Lemon.

Em nota, a defesa de Vitor Hugo disse que repudia “de forma veemente, qualquer tentativa de vinculação do seu nome a organizações criminosas ou ao tráfico de drogas” e que “não sabe quem é Ariadna nem Fatoka, nunca tratou nenhum assunto pessoal nem administrativo com os referidos”.

Camila Holanda, também por meio de nota, informou que “causa supresa a tentativa absurda de envolver o meu nome em qualquer fato dessa natureza” e já encaminhou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PB) provas “as quais em nenhum momento apontaram para qualquer envolvimento dela” e com relação a última operação da PF “não é alvo de absolutamente nada e não tem conhecimento a respeito de qualquer documento”.

Edvaldo Neto também respondeu, por meio de nota, que “o gestor interino jamais manteve qualquer acerto com organizações criminosas, tampouco houve, durante sua breve passagem pela Prefeitura Municipal, qualquer vínculo ou relação dessa natureza”.

A defesa do ex-prefeito interino também ressalta que “a única referência ao nome de Edvaldo Neto no depoimento divulgado decorre de questionamentos formulados pelo próprio interrogador, sem que haja narrativa espontânea da depoente atribuindo ao gestor interino participação pessoal em reuniões, ordens, pagamentos ou tratativas com facções criminosas”

A empresa Lemon informou que Ariadna foi funcionária da Lemon por sete meses e que foi desligada “por não corresponder às expectativas” e disse “não ser razoável” a chefe de um núcleo da facção criminosa “se submeter ao emprego de auxiliar de serviços gerais, recebendo um salário-mínimo, tendo que registrar ponto de presença e tendo suas faltas descontadas”.

A Lemon também disse que ” já apresentou toda a documentação comprovando que paga os salários dos funcionários nas respectivas contas-salário, por meio de transferência digital, não em espécie”, como afirmou Ariadna ao falar de “folha de pagamentos paralela”.

Sobre a alegação de que a empresa voltou a manter vínculo com o poder público no mandato interino de Edvaldo Neto, a Lemon disse a ex-colaboradora “estava presa (quando ele assumiu)” e “também afirmou que estava afastada da facção” e que no entendimento da empresa isso “compromete diretamente seu depoimento e seu suposto ‘conhecimento direto da engrenagem ilícita'”.

André Coutinho disse, em nota, “que não conhece” Ariadna e que “não assumiu qualquer compromisso não republicano com quem quer que seja durante todo o tempo em que militou politicamente em Cabedelo”. Ele reafirmou que “nunca soube ou compactuou com qualquer acordo envolvendo o crime organizado na cidade”.

O esquema, segundo a Justiça

O esquema, segundo a Justiça

 

Edvaldo Neto (Avante) — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Edvaldo Neto (Avante) — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Segundo o documento que o g1 teve acesso, o modelo operava da seguinte forma:

  • A Prefeitura de Cabedelo realizava contratações de serviços terceirizados, como de limpeza em prédios e domicílios, por meio de licitações que são suspeitas de serem fraudadas, ou direcionadas, para garantir que determinadas empresas, como a Lemon, fossem sempre vencedoras.
  • Isso ocorria, por exemplo, com a desclassificação deliberada de empresas concorrentes nessas contratações, mesmo quando apresentavam propostas melhores, mediante decisões administrativas e pareceres jurídicos que davam aparência de legalidade ao processo licitatório.
  • Uma vez que os contratos eram fechados, essas empresas terceirizadas funcionariam como um mecanismo de contratação de pessoas indicadas por uma facção criminosa, identificada como a “Tropa do Amigão”, um braço do Comando Vermelho, na Paraíba.

 

As indicações, segundo a investigação, partiam da liderança do grupo criminoso e eram operacionalizadas dentro da administração pública por intermediários e servidores, que recebiam currículos e efetivavam contratações dentro da estrutura das empresas terceirizadas.

Na prática, isso teria criado a chamada “folha de pagamento paralela”, na qual recursos públicos pagos às empresas terceirizadas eram desviados, total ou parcialmente, para financiar a organização criminosa e pagar propinas a agentes públicos.

O dinheiro circulava por meio de salários inflados desses funcionários terceirizados contratados, pagamentos em espécie e uso de contas de terceiros para dificultar o rastreamento dessas quantias, caracterizando indícios de lavagem de dinheiro, também conforme a decisão.

Com isso, a estrutura formal da administração municipal, conforme palavras do desembargador, “teria sido convertida em um instrumento logístico e financeiro do crime organizado”.

A operação

 

Dinheiro e outros objetos foram apreendidos durante operação da Polícia Federal em Cabedelo — Foto: Divulgação/Polícia Federal

Dinheiro e outros objetos foram apreendidos durante operação da Polícia Federal em Cabedelo — Foto: Divulgação/Polícia Federal

Durante a operação, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão. Um dos endereços foi um apartamento do prefeito Edvaldo Neto, localizado em Intermares. A Polícia Federal ainda não detalhou material apreendido.

As diligências são executadas em regime de força-tarefa entre a Polícia Federal, o Ministério Público da Paraíba, por intermédio do Gaeco, e a Controladoria-Geral da União.

A Justiça também proibiu o acesso às dependências da prefeitura das seguintes pessoas: Edvaldo Neto, Vitor Hugo Peixoto Castelliano, Rougger Xavier Guerra Junior, Diego Carvalho Martins, Cynthia Denize Silva Cordeiro, Tanison da Silva Santos e Cláudio Fernandes de Lima Monteiro.Fonte: G1-PB

Mulher que trabalhava em correspondente bancário é condenada por golpe contra idosa no MA

Uma mulher foi condenada a oito anos e quatro meses de reclusão por furto qualificado mediante fraude eletrônica contra uma idosa de 67 anos, em Arame. A sentença foi proferida no dia 7, durante audiência de instrução e julgamento na comarca do município. Segundo a denúncia do Ministério Público do Maranhão, a vítima teve empréstimos feitos sem autorização e valores transferidos por PIX.

A condenada é Cássia Rodrigues Santos. A decisão acolheu integralmente a tese apresentada pelo promotor de Justiça Felipe Augusto Rotondo, que responde pela Promotoria de Justiça de Arame. A ré poderá recorrer da condenação em liberdade.

O juiz Rafael de Lima Sampaio Rosa fixou em R$ 7.060 o valor mínimo para reparação dos danos materiais causados à vítima. O montante deverá ser corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) a partir de 28 de agosto de 2023, data do crime. Também haverá juros de mora de 1% ao mês, contados a partir da citação.

Segundo a denúncia, os crimes ocorreram entre agosto e setembro de 2023. Na época, Cássia trabalhava em um correspondente bancário vizinho à agência frequentada pela vítima, Maria da Silva Araújo.

Ainda de acordo com o Ministério Público, a ré se aproveitou da dificuldade da idosa em usar caixas eletrônicos e ofereceu ajuda para que ela realizasse saques.

Com o cartão e a senha da vítima, Cássia teria feito empréstimos bancários sem autorização. Depois, transferiu os valores para contas dela e para a conta da avó, por meio do PIX.

O Ministério Público informou que o crime foi comprovado por extratos bancários que mostram movimentações consideradas atípicas. Entre elas, está um empréstimo de R$ 6 mil seguido de transferência imediata para familiares da ré.

Para o promotor de Justiça Felipe Rotondo, a atuação do Ministério Público “evidencia a proteção concreta de pessoas idosas e consumidores hipossuficientes, especialmente diante do aumento de fraudes bancárias, empréstimos não autorizados, transferências via PIX e golpes praticados contra pessoas em situação de vulnerabilidade”. Fonte: G1-MA